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02.07.2026POR António Coito

Constrangimentos atrasam classificação dos exames nacionais

A primeira fase dos exames nacionais terminou no dia 26 de junho e estão a verificar-se limitações na classificação das provas, devido ao novo formato de digitalização. Vários professores relatam problemas que comprometem o processo. Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), tranquiliza alunos e professores e garante que ainda existe uma «janela» para a conclusão dos trabalhos.

Durante a audição regimental da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, a 1 de julho, Fernando Alexandre reagiu aos mais recentes problemas identificados no processo de classificação dos exames nacionais. Ao fazer um ponto de situação, referiu a qualidade de toda a logística de digitalização e atribuiu os constrangimentos a falhas de software, mas também aos códigos QR das provas.

O Ministro afirmou, ainda, que vai ser realizada uma avaliação para identificar a origem da anomalia. Para já, acredita que os prazos vão ser cumpridos e que estão reunidas todas as condições para a afixação das pautas dentro do calendário previsto.

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Ao microfone da RUC, Cristina Mota, professora de matemática e dirigente do movimento Missão Escola Pública (MEP), dá conta da gravidade da situação. A profissional manifesta preocupação com o prazo de dez dias para a classificação das provas, que considera insuficiente caso se mantenha a atual data de entrega das classificações.

De acordo com a docente, têm chegado ao MEP centenas de relatos que colocam em causa o rigor e a credibilidade do processo de avaliação.

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Relativamente ao argumento de que o envio dos itens ficou condicionado pela utilização de agrafos sobre os códigos QR das folhas de resposta, a dirigente do MEP relata uma pequena experiência realizada que, segundo afirma, desmente as justificações apresentadas pela tutela.

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Com um relato semelhante, Carla Delgado Piedade, professora de história na Escola Secundária de Pombal, convocada para classificar exames de História A, conta à RUC como têm sido vividos os últimos dias. Destaca que na convocatória lhe tinha sido indicado que o envio dos itens iria estar feito até 29 de junho.

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Carla Delgado Piedade reforça que “a realização de um exame nacional assume particular importância para os estudantes do ensino secundário”, tornando-se “um momento que decide o futuro dos alunos e, neste momento, o processo não traduz um sentimento de serenidade e confiança”.

Sobre a possibilidade dos atrasos não condicionarem a afixação das pautas, tal como garantiu o Ministro da Educação, a professora mostra-se perplexa e manifesta uma opinião divergente.

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Quanto às questões de calendário, Fernando Alexandre assegura que nenhum aluno vai ser prejudicado e que, se necessário, podem ser feitos ajustamentos.

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Mais detalhes podem ser ouvidos no podcast associado a esta notícia.

 

Editado a: 03/07/2026

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