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Constrangimentos atrasam classificação dos exames nacionais
A primeira fase dos exames nacionais terminou no dia 26 de junho e estão a verificar-se limitações na classificação das provas, devido ao novo formato de digitalização. Vários professores relatam problemas que comprometem o processo. Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), tranquiliza alunos e professores e garante que ainda existe uma «janela» para a conclusão dos trabalhos.
Durante a audição regimental da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, a 1 de julho, Fernando Alexandre reagiu aos mais recentes problemas identificados no processo de classificação dos exames nacionais. Ao fazer um ponto de situação, referiu a qualidade de toda a logística de digitalização e atribuiu os constrangimentos a falhas de software, mas também aos códigos QR das provas.
O Ministro afirmou, ainda, que vai ser realizada uma avaliação para identificar a origem da anomalia. Para já, acredita que os prazos vão ser cumpridos e que estão reunidas todas as condições para a afixação das pautas dentro do calendário previsto.
Ao microfone da RUC, Cristina Mota, professora de matemática e dirigente do movimento Missão Escola Pública (MEP), dá conta da gravidade da situação. A profissional manifesta preocupação com o prazo de dez dias para a classificação das provas, que considera insuficiente caso se mantenha a atual data de entrega das classificações.
De acordo com a docente, têm chegado ao MEP centenas de relatos que colocam em causa o rigor e a credibilidade do processo de avaliação.
Relativamente ao argumento de que o envio dos itens ficou condicionado pela utilização de agrafos sobre os códigos QR das folhas de resposta, a dirigente do MEP relata uma pequena experiência realizada que, segundo afirma, desmente as justificações apresentadas pela tutela.
Com um relato semelhante, Carla Delgado Piedade, professora de história na Escola Secundária de Pombal, convocada para classificar exames de História A, conta à RUC como têm sido vividos os últimos dias. Destaca que na convocatória lhe tinha sido indicado que o envio dos itens iria estar feito até 29 de junho.
Carla Delgado Piedade reforça que “a realização de um exame nacional assume particular importância para os estudantes do ensino secundário”, tornando-se “um momento que decide o futuro dos alunos e, neste momento, o processo não traduz um sentimento de serenidade e confiança”.
Sobre a possibilidade dos atrasos não condicionarem a afixação das pautas, tal como garantiu o Ministro da Educação, a professora mostra-se perplexa e manifesta uma opinião divergente.
Quanto às questões de calendário, Fernando Alexandre assegura que nenhum aluno vai ser prejudicado e que, se necessário, podem ser feitos ajustamentos.
Mais detalhes podem ser ouvidos no podcast associado a esta notícia.
Editado a: 03/07/2026
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