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Estudantes de Direito com necessidades especiais educativas veem tempo suplementar dos exame reduzido
Alteração de tempo suplementar na época de exames deixa estudantes da licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra com mudanças nos direitos essenciais.
A uma semana do início da época de exames, a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) alterou regras de avaliação para os estudantes com Necessidades Educativas Especiais da Licenciatura em Direito da UC.
Até então, alunos com necessidades especiais tinham um maior tempo suplementar para realizar os exames, de acordo com os relatórios e pareceres médicos de cada um, devido a dislexia, deficiência visual, autismo, TDAH ou diabetes. No entanto, de acordo com os estudantes de necessidades especiais da FDUC, os fatores foram ignorados pela Faculdade. Email enviado ao grupo de estudantes com necessidades especiais, informou que de forma imediata tal mudaria, sendo o tempo suplementar uniformizado para 30 minutos para todos os alunos.
Após o comunicado realizado pela Faculdade houve diversas demonstrações de desagrado por parte de um grupo de estudantes da licenciatura, como também do próprio núcleo de estudantes de Direito (NED/AAC), no entanto como o presidente do NED, Alexandre Gomes, afirma, tratou-se de uma decisão totalmente unilateral, sem interesse em ouvir as outras partes envolvidas.
Como impacto da decisão tomada pela Faculdade de Direito, diversos alunos sofreram de momentos de ansiedade elevada, o que resultou na ida de uma aluna para o hospital.
O presidente do NED, revela ainda ter tentado dialogar com a direção da FDUC e tentado arranjar soluções, ao apontar que se tratou de uma alteração realizada a meio do ano letivo, durante a semana da queima das fitas. Apesar das tentativas de Alexandre Gomes através de reuniões não só com a Faculdade como também com a reitoria da UC e representantes dos SASUC, a decisão da direção da FDUC constatou-se definitiva. Alexandre deixa uma mensagem de esperança futura.
Face a estes testemunhos, e após tentativa de contacto com a subdiretora da FDUC Margarida Costa Andrade, não foi possível realizar entrevista por motivos de falta de agenda da docente. No entanto, a Faculdade redigiu um comunicado onde expressou que a decisão tomada foi em prol da seriedade do procedimento de avaliação, em semelhança do aprovado na realização dos exames nacionais de acesso ao ensino superior.
O grupo de estudantes com necessidades educativas especiais da licenciatura em direito considera que não foram contempladas as individualidades de cada aluno, ao contrario do que é afirmado pela faculdade, que afirma manter-se comprometida com a garantia da igualdade entre os estudantes como também a de não discriminação.
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