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Depois deles, elas: um domingo que pode ser de festa
Em Albergaria joga‑se o jogo do ano: em 90 minutos, a Académica pode garantir o bilhete para discutir a subida com o FC Porto B
Domingo, em Albergaria, a Associação Académica de Coimbra / OAF joga o tipo de partida que define uma época. A equação é simples: vitória garante o primeiro lugar na fase sul da IV Divisão e o acesso ao duelo com o FC Porto B, líder invicto da zona norte, com 13 vitórias em 13 jogos. Qualquer outro resultado abre espaço a contas e dependências, num campeonato em que o Sintrense segue com os mesmos pontos e continua à espreita.
O jogo surge na sequência de um fim de semana de decisões em preto e branco. Ontem, em Mafra, a equipa masculina empatou 3-3 num jogo épico, adiando a confirmação da subida. Hoje, a responsabilidade passa para a equipa feminina, que leva para Albergaria a possibilidade de chegar ao jogo de acesso à III Divisão frente ao FC Porto B.
Depois de 13 jornadas nesta fase, a Académica chega a este jogo com 10 vitórias, três empates, 30 golos marcados e apenas cinco sofridos. Os números colocam a equipa no topo da classificação e espelham uma regularidade que não é comum. A fase final resume-se agora a 90 minutos em campo neutro, contra um adversário que conhece bem.
A memória dos confrontos com o Albergaria B
O Clube de Albergaria B ocupa a parte baixa da tabela, com 10 pontos, obtidos em duas vitórias, quatro empates e sete derrotas, com 16 golos marcados e 40 sofridos. A tabela, porém, não conta toda a história, pois em março houve empate.
É sobre esse histórico que se constrói o cuidado de Xano Machado. O treinador recusa falar do FC Porto B antes do tempo e insiste na ideia de que o foco está apenas neste jogo. O discurso é prudente, mas encontra eco nos factos. Qualquer distracção em Albergaria pode custar o primeiro lugar e, com ele, a possibilidade de disputar a subida.
Dentro do balneário, o olhar é diferente, mas compatível. Catarina Mesquita recorda esses dois jogos menos felizes e resume o pensamento com uma frase objetiva: “À terceira é de vez.” A frase não é bravata, é uma forma directa de assumir que a equipa conhece as dificuldades e quer corrigir o passado.
A resposta nos jogos decisivos
O encontro com o ADRC Vasco da Gama, no último fim de semana, ajuda a perceber o que pode acontecer hoje. A Académica entrou mal, sofreu golo aos 15 minutos e demorou a acertar. Xano assumiu isso sem rodeios. A resposta chegou depressa: três minutos depois, Beatriz Oliveira empatou com um remate de longe e, a partir daí, a equipa tomou conta do jogo.
Os golos de Sony Costa e de Catarina Mesquita fixaram o 4-1 e seguraram o primeiro lugar. Mais do que o resultado, ficou a forma como o grupo reagiu a perder, em casa, numa fase em que não há muito espaço para falhar. Para hoje, esse jogo é um sinal: a equipa já mostrou que sabe lidar com o aperto do momento.
Os últimos jogos seguem a mesma linha. Em Ferreiras, 6-0; em casa com o Sintrense, 1-0; fora com o Académico, 2-0; em Porto Salvo, 5-1. São partidas em que a equipa se manteve séria, sofreu pouco e aproveitou as oportunidades que criou.
O contexto e o apoio
Grande parte do plantel divide o tempo entre estudos universitários ou trabalho e o futebol. Treinos ao fim do dia, jogos ao fim de semana, deslocações frequentes. A realidade da IV Divisão Feminina inclui menos meios, menos visibilidade e menos margem para erro logístico. Ainda assim, a Académica chega a hoje com uma época quase imaculada: 27 jogos no total, 23 vitórias, três empates e apenas uma derrota, com 82 golos marcados e 19 sofridos, somando campeonato e Taça.
Depois de Albergaria
Se a Académica ganhar hoje, garante o primeiro lugar na fase sul e segue para o confronto com o FC Porto B, que termina a sua fase com 13 vitórias em 13 jogos. A equipa portista apresenta números lineares e, à partida, surge como um teste de outro patamar. Mas esse é o cenário seguinte. Hoje, o foco está apenas em Albergaria.
Como escreve a nossa Isabel Simões, na Académica feminina, a baliza “está lá para todas” e, neste jogo, o mérito, a ambição e o direito de sonhar mais alto também! Força Académica!
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