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Assembleia Municipal de Coimbra aprova orçamento: ‘Documento de consenso’, afirma vereador das Finanças
Assembleia Municipal de Coimbra aprovou ontem Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2026. O maior orçamento de sempre do município, no valor de 260 milhões de euros, dá destaque à habitação e ação social, financiados em grande parte por fundos europeus
O orçamento foi viabilizado pelos deputados municipais com 31 votos a favor (22 do PS quatro do PSD, um do CDS-PP, dois do Livre e dois do PAN). O documento mereceu ainda seis votos contra (três do Chega, um do Nós Cidadãos!, um do BE e um da IL. Registaram-se ainda 14 abstenções (sete do PSD, duas do CDS-PP, duas do Nós Cidadãos!, duas da CDU e uma do PPM.
No final, o vereador com o pelouro das Finanças, Luís Francisco Filipe, em declarações à comunicação social considerou que a aprovação do orçamento marca o início efetivo do trabalho do atual executivo.
Para o vereador responsável pelas Finanças do município de Coimbra, trata-se de um documento de “consenso”, apesar das dificuldades herdadas em satisfazer o investimento.
A maior fatia do investimento vai para a ação social e habitação social, com cerca de 47 milhões de euros, grande parte financiada por fundos europeus.
Luís Francisco Filipe admite ainda a forte dependência do município em relação aos fundos europeus para investimento.
Para o futuro, o executivo pretende reduzir a despesa corrente, apostando na eficiência e na modernização administrativa, sem cortes nos recursos humanos.
Francisco Rodeiro presidente de Junta de Santo António dos Olivais e Bertília Simões, presidente da União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, ambos do PSD, fizeram questão de declarar votar de forma favorável. Com o voto electrónico não foi possível apurar a quem pertencem os outros quatro votos do PSD a favor das GOP e Orçamento para 2026.
Na Assembleia Municipal de Coimbra, a aprovação do orçamento para 2026 era esperada, já que a coligação “Avançar Coimbra” que governa o município tem a maioria dos lugares.
Outro dos destaques foi o voto da bancada do Chega em que os três deputados municipais votaram contra as GOP e Orçamento ao contrário da vereadora Maria Lencastre, eleita pelo Chega para a vereação da Câmara Municipal, que votou a favor.
Paulo Seco, porta-voz da bancada do Chega, explicou que a divergência reflete a liberdade de voto dentro do grupo e que a posição da vereadora não compromete a posição do partido.
Questionado sobre a decisão da vereadora eleita pelo Chega ter solicitado a passagem a vereadora independente, Paulo Seco evitou comentários definitivos, afirmando que a posição será discutida em momento oportuno.
A discussão do Plano Municipal de Migrantes baixou a uma comissão e será debatido na próxima Assembleia Municipal prevista para 27 de fevereiro.
Infografia gerada por IA
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