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Orçamento 2026 de Coimbra: Diminuição de Verbas para PRODESO e iParque e Corte de Árvores Preocupam Oposição
Debate sobre orçamento municipal de Coimbra para 2026 dominou a última sessão da Câmara Municipal, com vereadores a questionarem coerência, execução e prioridades da política autárquica.
Francisco Campos anunciou que iria abster-se, explicando que não votaria a favor nem contra o orçamento. Para o antigo presidente da União de Freguesias de Coimbra, agora vereador, o documento é essencialmente uma continuidade do ano anterior, como tinha afirmado o vereador responsável pela área financeira, Luís Filipe, na apresentação.
O agora eleito vereador na coligação “Juntos Somos Coimbra” pelo PSD, destacou preocupações em relação à PRODESO, que, apesar do aumento significativo de alunos, verá diminuição do investimento, e no iParque, onde se prevê um desinvestimento que considera “preocupante.
O vereador criticou ainda a forma como os investimentos na Quinta das Bicas têm sido apresentados.
Celso Monteiro reforçou a crítica do colega de coligação, apontando uma distância entre o discurso político do Executivo e a realidade financeira. O vereador da Iniciativa Liberal considerou que a Câmara tem folga financeira suficiente para reduzir impostos e investir em áreas prioritárias, como educação, ação social e habitação. No entanto, acusou o executivo de optar por uma lógica política em vez de estratégica.
O vereador, eleito na coligação “Juntos Somos Coimbra” pela IL, criticou também a incoerência de algumas forças políticas da coligação “Avançar Coimbra” relativamente ao corte de árvores devido a obras do MetroBus, apontando mudanças de discurso entre oposição e poder.
Sobre o corte de árvores, anunciado por Ana Abrunhosa, a presidente esclareceu que nunca participou pessoalmente em manifestações contra os cortes e prometeu esclarecimentos em breve sobre a necessidade de abate de árvores.
Maria Lencastre, do partido Chega, defendeu o voto favorável ao Orçamento 2026 de Coimbra, mas sublinhou a necessidade de acompanhamento rigoroso da execução e do aperfeiçoamento das propostas ao longo do exercício.
De acordo com a Agência Lusa, Maria Lencastre anunciou recentemente a desfiliação do Chega, invocando razões relacionadas com o enquadramento do exercício do mandato para o qual foi eleita em outubro. A vereadora mantém-se no executivo como vereadora independente.
Aprovação e próximos passos
As GOP e o Orçamento 2026 da Câmara Municipal de Coimbra foram aprovados com seis votos a favor — cinco da coligação “Avançar Coimbra” e um do Chega. Apesar de terem feito críticas, os cinco vereadores da coligação “Juntos Somos Coimbra” abstiveram-se.
O documento seguirá agora para aprovação na Assembleia Municipal, em data a agendar.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra
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