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MetroBus, habitação e segurança aquece frente a frente entre José Manuel Silva da Coligação Juntos Somos Coimbra e Maria Lencastre do Chega
MetroBus foi um dos temas mais aceso. O atual presidente defendeu-o como “sistema de transporte de primeiro nível”, enquanto a candidata do Chega o considerou insuficiente e penalizador para estudantes, uma vez que não chega ao Polo I e Polo II da Universidade de Coimbra e freguesias periféricas.
A Rádio Universidade de Coimbra iniciou debates a dois para as Eleições Autárquicas de 2025. Esta segunda-feira o atual presidente da Câmara Municipal de Coimbra e recandidato pela coligação Juntos Somos Coimbra, José Manuel Silva, encontrou-se com Maria Lencastre, candidata do Chega. O encontro centrou-se em temas como mobilidade, habitação e segurança.
Balanço do mandato
José Manuel Silva abriu o debate destacando os quatro anos de governação como um período de transformação para Coimbra. Sublinhou avanços na mobilidade com a introdução do MetroBus, na reorganização da Câmara e na aposta na educação, nomeadamente com a criação do centro TUMO, dedicado à formação tecnológica de jovens. “Coimbra tem hoje novas dinâmicas em todos os setores e mais atratividade”, afirmou, destacando também a recuperação de escolas e projetos de urbanismo.
Já Maria Lencastre traçou um diagnóstico muito diferente: “Ficou tudo por fazer. Coimbra está ainda pior do que estava”. Para a candidata do Chega, os problemas de transportes, escolas e equidade no acesso ao ensino não foram resolvidos. Criticou ainda a execução das obras do MetroBus, que, na sua visão, complicaram a circulação automóvel sem oferecer uma solução eficaz para os estudantes e para a população residente nas freguesias periféricas.
Mobilidade e transportes
O MetroBus foi o ponto mais quente do debate. Enquanto José Manuel Silva o defendeu como “um sistema de transporte de primeiro nível”, Maria Lencastre insistiu que o projeto não serve os estudantes da Universidade de Coimbra nem populações como as de São Silvestre. Para o Chega, seria preferível reforçar a rede de autocarros e alargar a cobertura às zonas mais afastadas.
O presidente contrapôs, acusando a adversária de contradição: “É contra o MetroBus, mas depois quer que ele vá a todo lado”. Defendeu ainda que a Câmara está a investir em 39 novos autocarros para os SMTUC e a assegurar o passe gratuito do sistema intermunicipal (Busway) para os residentes em freguesias limítrofes.
Habitação
No campo da habitação, Maria Alencastre propôs a reabilitação de edifícios devolutos na Baixa, Alta e freguesias rurais, com criação de um gabinete municipal que media a relação entre proprietários e Câmara. Acusou o executivo de prometer fundos de reabilitação sem resultados visíveis.
Já José Manuel Silva garantiu que a Câmara está a intervir no mercado com a construção de 300 novas habitações municipais, a reabilitação de 200 fogos e projetos de arrendamento acessível em parceria com o IRHU o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Reconheceu, no entanto, que muitos projetos carecem de tempo e burocracia para se concretizar: “Os próximos quatro anos vão ser um grande período de crescimento da habitação em Coimbra”.
Segurança
O tema da segurança trouxe novas divergências. A candidata do Chega defendeu o regresso da segunda equipa de intervenção rápida da PSP, mais iluminação em zonas críticas, câmaras de vigilância e um posto policial em São Martinho do Bispo. “Não posso ter medo de passar na Baixa às seis da tarde”, afirmou.
José Manuel Silva respondeu sublinhando que estão em curso projetos de videovigilância, a transformação da iluminação pública em LED e o reforço da Polícia Municipal. Admitiu, contudo, que há falta de efetivos da PSP e defendeu a valorização da profissão para atrair novos agentes.
Mensagens finais
Na intervenção de encerramento, José Manuel Silva apelou ao voto com a promessa de manter as “novas dinâmicas” na cidade e transformar Coimbra no “concelho mais dinâmico do país”. Destacou o crescimento da população, a criação de empregos e a atratividade cultural e turística.
Já Maria Lencastre insistiu na proximidade: “A cidade não é só o centro. Há idosos, crianças e freguesias rurais que não podem ser esquecidas. Coimbra precisa de uma Câmara de proximidade”.
O próximo debate na RUC está marcado para 17 de setembro, às 09h00, juntando José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, e novamente José Manuel Silva, da coligação Juntos Somos Coimbra.
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