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04.06.2022POR Informação RUC

Protestantes marcham na Baixa de Coimbra contra o aumento do custo de vida

A manifestação, centrada no combate ao aumento do custo de vida, reivindicou mais rendimentos para trabalhadores e pensionistas e uma regulação de preços forte e eficaz.

O Movimento os Mesmos de Sempre a Pagar marchou na tarde de dia 3, em protesto, do Largo da Portagem até à Praça 8 de maio. Em declarações à RUC, Fernando Teixeira, porta-voz do movimento sempre os mesmos a pagar, refere que o aumento do custo de vida é evidente e enumera as propostas que o seu movimento apresenta para atenuar o efeito da inflação.

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Segundo o dirigente, o grande objetivo desta arruada é alertar e pressionar o governo a tomar em consideração as reivindicações deste movimento. Fernando Teixeira acredita que a indignação e mobilização popular à volta da temática da inflação, leve o governo a implementar medidas que impeçam um corte real nos salários, provocado pelo aumento de preços.

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Fernando Teixeira aponta os preços dos combustíveis, como um fator chave na degradação das condições de vida da população. Afirma que o estado deve regular o sector energético de modo a impedir a especulação de preços e os lucros dos grandes fornecedores.

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Outra necessidade que o movimento aponta, é a regulação de preços dos alimentos básicos que os portugueses consomem no dia-a-dia. Propõe a criação de uma cesta básica de alimentos, cujos preços de venda seriam controlados pelo Estado.

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Aos microfones da RUC, Vasco Paiva, participante no protesto, confessou que foram os elevados níveis de inflação que o levaram a juntar-se à manifestação . Para o manifestante, a inflação afeta mais uns, do que outros.

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A manifestação terminou na praça 8 de maio, com gritos de protesto, onde as exigências do movimento ficaram uma vez mais patentes, desta feita junto à Câmara Municipal de Coimbra.

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