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DG/AAC responde à nota de repúdio da SJ/AAC
Após a nota de repúdio da SJ/AAC, a RUC falou com a DG/AAC. Elsa Neves, tesoureira, diz que as Secções devem passar a comunicar à DG/AAC quando estiverem a aguardar apoios
Elsa Neves, tesoureira da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/ AAC), esclareceu a falta de pagamento em entrevista à RUC. A associada explica que os pagamentos feitos à direção geral da Associação Académica de Coimbra por parte de entidades como a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) ou a Universidade de Coimbra (UC) não vêm discriminados. Assim, se as Secções da Associação Académica de Coimbra não reclamarem os valores, a AAC não sabe a quem se destinam. A nova direção garante que o problema já foi sinalizado. Para evitar situações semelhantes no futuro, as Secções devem passar a comunicar à DG/AAC quando estiverem a aguardar apoios.
A Direção Geral reconhece que está em dívida com várias Secções e que, para já, é impossível soldá-las. Elsa Neves comunica que a solução a curto prazo encontrada foi colocar os valores pendentes a crédito.
A tesoureira sublinha ainda que esta solução não vem impedir que a longo prazo as estruturas recebam os valores em dívida.
Relativamente ao destino do valor em dívida com a Secção de Jornalismo, Elsa Neves admite que o montante foi usado para pagamentos gerais da Direção Geral da AAC. Acrescenta ainda que a dívida resulta de falhas de mandatos anteriores e que a nova direção está a tentar rever todas as falhas.
A passada Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra ficou marcada pela apresentação de uma nota de repúdio dirigida à DG/AAC, por parte da SJ/ AAC.
A secção afirma não ter recebido os apoios que sustentam o trabalho que desenvolvem. O financiamento por parte da Direção Geral está em atraso há cerca de 3 anos, mesmo após ter recebido o dinheiro enviado pela reitoria.
Rita Sousa, presidente da SJ/AAC, explica que a situação foi exposta na Assembleia de Secções Culturais e Sociocientíficas, no entanto, não surtiu o efeito desejado e por isso decidiu em conjunto com a direção da secção apresentar a nota de repúdio em Assembleia Magna.
Apesar da situação atual e do desacordo com José Machado, presidente da DG/AAC, em relação à nota de repúdio, Rita espera que a situação se resolva e que existam outro tipo de medidas e disponibilidade entre a DG/AAC e as secções.
A secção de jornalismo existe desde 1983, e até aos dias de hoje sofreu vários percalços no funcionamento, tanto no Arquivo como no Jornal Universitário de Coimbra – A CABRA. A falta de recursos financeiros e humanos obrigou a SJ/AAC, em 2015, a fechar portas, e atualmente vêem os seus apoios a serem ameaçados, mais uma vez.
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