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Festival Apura encerra mais uma edição na Real República do Bota-Abaixo
O Festival Apura encerrou mais uma edição após a passagem de cerca de 2000 pessoas ao longo de três dias de programação. Com música, artes visuais, oficinas e instalações com momentos de reflexão comunitária, o festival encerrou com atuações de DJs na Real República do Bota-Abaixo.
O festival Apura encerrou mais uma edição com um balanço positivo por parte da organização, que estima que tenham passado entre 1500 a 2000 pessoas ao longo dos três dias de programação. Criado em 2018, este projeto surgiu após um convite da Real República do Bota-Abaixo, que queria acolher concertos de bandas que não tinham espaço na cidade. Atualmente é apoiado pela DGArtes e pelo Município de Coimbra, mantendo a sua gratuitidade e o seu espírito de intervenção cultural, fatores que o presidente da Associação Cultural Apura, Bernardo Rocha, fez questão de frisar.
Com uma programação assente em atividades descentralizadas que passaram por diversos espaços importantes da cidade coimbrã, entre os quais: o Teatro Académico Gil Vicente, o Centro de Artes Visuais, o Bairro dos Ofícios e o Jardim Botânico. O festival combinou música, artes visuais, oficinas e instalações com momentos de reflexão comunitária. O presidente da associação revelou que o foco se baseou numa necessidade de representação de artistas locais e nacionais que não têm visibilidade na cidade, com um feedback positivo tanto por parte da comunidade como dos artistas convidados.
Após as atividades diurnas, a edição redobrou a sua carga simbólica com a programação noturna na Real República do Bota-Abaixo. Depois de diversas edições na República da Praça, o palco noturno regressou ao antigo espaço onde não há venda de álcool, o que, segundo Bernardo Matos, vice-presidente da Associação Cultural APURA, predispõe as pessoas da casa a terem uma abordagem mais próxima com a comunidade. Uma novidade por parte da organização foi a criação de um novo formato musical, ao desafiar DJs locais a tocarem lado a lado com artistas de fora da cidade.
Bernardo Matos fez um balanço positivo após alguns contratempos na fase de pré-produção e o receio de concorrência com a tradicional “quinta académica”. Apesar destes fatores, a Bota-Abaixo esteve sempre cheia tanto na sexta-feira como no sábado. O vice-presidente revelou que, para a organização, este espaço não só se assumiu como uma pista de dança, mas também como um refúgio seguro na noite conimbricense, superando as expectativas iniciais.
Com uma equipa voluntária de cerca de dez a quinze pessoas e o apoio de dezenas de estruturas culturais da cidade, o festival Apura acabou mais uma edição de olhos postos nos desafios do próximo ano.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra
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