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Wet Bed Gang protagonizam atuações no segundo dia da Festa das Latas

A noite de sexta-feira, dia 2 de outubro, foi inaugurada e encerrada pelo DJ conimbricense Boriz. De seguida, subiram ao palco o Coral Quecofónico do Cifrão e as Tunas Phartuna e Quantunna. Pela 01h45, foi a vez dos cabeça-de-cartaz Wet Bed Gang estarem sob as luzes da ribalta. Logo depois, a Praça da Canção presenciou concertos da Estudantina Feminina e da Orquestra Típica e Rancho da Secção de Fado da Universidade de Coimbra.

A Rádio Universidade de Coimbra esteve, mais uma vez, presente no recinto para mais uma emissão especial. No decorrer da noite, a RUC teve a chance de conversar com todas as Tunas e Grupos Académicos que pisaram no palco. 

Coral Quecofónico do Cifrão

O Coral Quecofónico de Cifrão – Tuna da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, falou ao microfone da RUC após a atuação e admitiu ter sido “uma das mais divertidas”. O início do ano e os momentos de convívio com outros Grupos Académicos foram alguns dos momentos altos da noite.

“Mines Mor” do Coral Quecofónico do Cifrão e “Vigário”, antigo estudante, apontaram para a importância que atuações deste cariz têm para a Tuna.

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Ainda em entrevista, o “Mines Mor” do Coral Quecofónico do Cifrão reforçou o espírito académico presente em eventos como a Festa das Latas e a Queima das Fitas.

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Por fim, fizeram um apelo direto aos estudantes, principalmente aos caloiros e aos finalistas, para que vivam aquilo que a Academia e a cidade de Coimbra têm para oferecer, que descrevem como “experiências únicas”.

Phartuna 

A Phartuna – Tuna da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra foi o segundo Grupo Académico a entrar em palco. Diana Nunes, presidente da Phartuna, começou por explicar que o Grupo foi fundado em 1996 por uma comunidade de estudantes que se uniu em prol do amor à música e à tradição.

Diana Nunes destacou a importância de atuar para a comunidade académica em eventos como a Festa das Latas e considera que este é um meio de manter viva a tradição. Mencionou também que, embora, haja a ideia de que os Grupos Académicos têm um papel passivo na tradição académica, a Phartuna usa a união para integrar os novos estudantes na Academia. 

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O Grupo Académico refere ainda que, este ano, subiram ao palco antes do artista principal,  o que faz com que alguns estudantes cheguem mais tarde ao recinto e percam os espetáculos.

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A representante destacou, ainda, que a Phartuna ensaia no Polo 3 da Universidade de Coimbra às quartas-feiras e quintas-feiras e termina com um convite para que todos os estudantes interessados se juntem à Tuna.

Quantunna

A Quantunna – Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, também marcou presença no recinto da Praça de Canção. João Mangana, coordenador artístico da Quantunna, começou por referir que, apesar das condições oferecidas aos Grupos Académicos piorarem de ano para ano, é “sempre um convite bem-vindo” atuar na Festa das Latas.

Daniela Grácia, antiga tesoureira da Quantunna, explicou que as atuações em eventos académicos estão ligadas à tradição e que proporcionam um sentimento acolhedor.  João Mangana recorreu, por fim, à expressão futebolística: “É como jogar em casa”.

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Tiago Anjos, membro da comissão de imagem da Quantunna, explicou que tiveram dificuldades a nível de logística, principalmente na insuficiência de refeições. 

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A Quantunna terminou por partilhar o local e horário dos ensaios, às segundas-feiras e quinta-feiras às 21h00 no Departamento de Química da Universidade de Coimbra.

Estudantina Feminina de Coimbra da Secção de Fado da AAC

A Estudantina Feminina de Coimbra foi o penúltimo Grupo Académico a subir ao palco, com hora marcada para às 03h15. Antes da atuação, as estudantinas diretivas Matilde Santiago, Carolina Saboia e Matilde Quental mostraram-se satisfeitas com as alterações na programação, em comparação com anos anteriores.

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Para as estudantinas, a oportunidade de realizar um Sarau Académico num dia sem parque, aliado ao palco único e à colocação dos grupos académicos antes dos artistas principais, foi uma forma eficaz da Comissão Organizadora da Festa das Latas e Imposição de Insígnias (COFL) valorizar os grupos académicos.

Quanto ao sentimento de atuar na Festa das Latas, a opinião é divergente. Para Matilde Santiago, todas as atuações são importantes, apesar de eventos como a Latada serem uma oportunidade para “dar a conhecer aquilo que é a música tradicional portuguesa e a música coimbrã”. Já para Carolina Saboia, o sentimento de atuar nas festas académicas não é comparável. 

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Quanto à logística e organização, as estudantinas fizeram uma análise positiva, mas deixam um apelo à COFL.

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Com a sala de ensaios em obras, a Estudantina Feminina de Coimbra passa agora para o Antigo Departamento de Bioquímica, todas as segundas-feiras e quintas-feiras, às 21h30. A entrevista na íntegra para ouvir em “Entrevistas RUC”.

Orquestra Típica e Rancho da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra

A Orquestra Típica e Rancho da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), um dos grupos mais antigos da SF/AAC falou sobre as altas expectativas para a atuação e como a diversão está presente nos seus espetáculos.

“Fininho” e “Benfica”, alcunhas dos responsáveis pela parte artística e diretiva, respetivamente, destacam as vantagens que um palco único pode trazer à atuação da Orquestra.

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“Fininho” mencionou alguns problemas relacionados com atrasos e a impossibilidade de fazer soundcheck, o que reconhece como um “hábito”.

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Apesar de tudo, não escondem o entusiasmo para a atuação, que conta com a presença de antigos típicos em palco e esperam uma grande animação por parte do público.

Como habitual, o recinto da Festa das Latas, encerrou portas às 06h00, ao som da “Balada da Despedida”. A festa académica continua até ao dia 4 de outubro, com emissão em direto entre a 00h00 e as 2h00, nos habituais 107.9FM ou em ruc.pt.

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