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Convento São Francisco inaugura “Da Prece ao Techno”
O espetáculo é da autoria do Teatro do Frio, uma companhia originária da cidade do Porto. A estreia está marcada para o próximo dia 31 de julho, pelas 19h00, na Black Box do espaço anfitrião. Os bilhetes variam entre os 6 e os 8 euros.
A peça de 75 minutos é o produto de um cruzamento entre investigação multidisciplinar e experiência sensorial. A apresentação engloba a décima edição do festival “Dar e Ouvir”. Coorganizado pela Câmara Municipal de Coimbra e pelo Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube através do Convento São Francisco. Esta nova edição tem como tema “A Montanha e o Micélio”.
Sob a direção artística de Rodrigo Malvar, o espetáculo estreia de forma absoluta na Black Box do Convento São Francisco. Rodrigo Malvar, explica o contexto em que a investigação é inserida e a maneira como combina o conhecimento teórico e prático.
O sound healing, ou cura sonora em português, é introduzido no espetáculo através de técnicas e abordagens focadas no uso instrumental de taças tibetanas ou mongóis, associadas a tradições religiosas. Outra parte da investigação foi inspirada num percurso em declive do Vale Glaciário do Zêzere. Rodrigo Malvar descreve como 21 quilómetros de “queda prazerosa” serviram de musa para o que pretendem entregar ao público.
A equipa do projeto concluiu, no processo de trabalho, que, apesar de oriundos de lugares distintos, os sons acabam por estar ligados. O ponto central desta ligação é, de acordo com Henrique Apolinário, intérprete e compositor, a repetição.
O Teatro do Frio-Pesquisa Teatral do Norte é um coletivo artístico fundado em 2005 na cidade do Porto. Ao longo de mais de 20 anos de existência, o grupo compõe projetos artísticos centrados no cruzamento interdisciplinar entre criadores, investigadores e práticas artísticas e epistemológicas. “Da prece ao techno” é o mais recente “drama sonoro” produzido pela companhia portuense.
Os bilhetes para o espetáculo custam 8 euros. Estudantes, maiores de 65 anos, grupos com mais de dez pessoas, desempregados e profissionais de artes performativas e de música pagam 6 euros.
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