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AAC alerta que nova bolsa pode penalizar estudantes universitários mais vulneráveis
O Governo vai avançar, já no próximo ano letivo, com uma nova bolsa de incentivo de 1.075 euros para estudantes do ensino superior economicamente mais vulneráveis e reforçar o apoio ao alojamento para estudantes deslocados. Apesar da entrada em vigor destas medidas, a aplicação integral do novo modelo de ação social foi adiada para o ano letivo de 2027/2028.
Embora reconheça o esforço reformista do Governo, a Associação Académica de Coimbra (AAC) considera que as medidas agora anunciadas levantam algumas reservas. Para Afonso Pereira,vice-presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), a principal preocupação prende-se com os critérios definidos para a renovação da nova bolsa de incentivo.
A nova bolsa será atribuída automaticamente aos estudantes elegíveis no primeiro ano de ingresso no ensino superior. No entanto, para manter o apoio nos anos seguintes, será necessário integrar os 25% de estudantes com melhores classificações do respetivo curso. A AAC considera que esta exigência desvirtua o objetivo da ação social e pode acabar por penalizar os estudantes em situação de maior vulnerabilidade económica.
Outra das medidas anunciadas passa pelo reforço do apoio ao alojamento para estudantes deslocados. Ainda assim, a Associação Académica de Coimbra (AAC) considera que o aumento continua aquém da realidade do mercado de arrendamento em Coimbra, onde o custo da habitação permanece um dos principais obstáculos ao acesso e permanência no ensino superior.
Para a AAC, o adiamento da reforma global da ação social representa uma oportunidade para rever os critérios agora definidos e construir um modelo mais abrangente, centrado nas condições económicas dos estudantes e não no seu desempenho académico.
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