Imagem principal
28.07.2026POR Informação RUC

Capacidade eleitoral de Francisco Flor retirada nos próximos quatro anos

Depois de mais de seis semanas de investigação sobre as ações do presidente da Comissão Eleitoral, o Conselho Disciplinar da AAC emitiu o despacho final do caso do dirigente. Considera que o responsável agiu com parcialidade e violou os Estatutos da AAC. Francisco Flor demarca-se da culpa, vai pedir recurso e acusa o Conselho Disciplinar de inexperiência.

O caso já não é recente e, ao longo das últimas semanas, o Conselho Disciplinar da Associação Académica de Coimbra (CD/AAC) e o Conselho Fiscal da AAC têm acompanhado o processo.  Depois de ter sido suspenso do cargo e regressado ao ativo, o Conselho Disciplinar volta a sancionar o dirigente.

No passado dia 27 de julho foi emitido um despacho final pelo CD/AAC onde pode ser lido que a violação de múltiplas alíneas dos Estatutos, resulta na “suspensão da capacidade eleitoral ativa e passiva em todas as eleições e órgãos deliberativos” do atual presidente da Mesa da Assembleia Magna (MAM/AAC) e da Comissão Eleitoral da AAC (CE/AAC).

Luiza Batista, presidente do Conselho Disciplinar da AAC, esclarece à RUC a suspensão do dirigente. Francisco Flor “ainda pode exercer suas funções com certa plenitude, apenas fica suspenso da capacidade eleitoral ativa e passiva de acordo com o artigo 121, nº2 da alínea A por um período prolongado de um a quatro anos.”.

A tomada de medidas mais sérias foram consequência das ações cometidas pelo próprio Francisco Flor. Segundo a presidente do CD/AAC foram cometidas infrações a nível eleitoral, totalizando quatro infrações distintas.

0:00

Entre as acusações, Luiza Batista refere os problemas com as urnas durante o dia do voto geral no ato eleitoral do Conselho Fiscal e Conselho Disciplinar. Segundo a Academista, seis urnas ficaram por abrir nas eleições para os Conselhos Fiscal e Disciplinar.

Também houve um pedido para ser retirado das redes sociais de um vídeo ilegal do Núcleo de Estudantes de Direito da AAC (NED/AAC). No vídeo participava uma candidata impugnada a apelar ao voto de traje académico.

De seguida acusa ainda para o uso indevido de dados de inserção não autorizada dos nomes dos presidentes dos CD/AAC e CF/AAC na plataforma eleitoral. Por fim, crítica os atrasos e adiamentos sucessivos nas eleições de Secções, devido à falta de cadernos eleitorais atualizados.

Ao microfone da RUC afirma ainda que a decisão foi unânime entre os membros do Conselho Disciplinar, depois de semanas de investigações e inquéritos a diversos envolvidos. Francisco Flor teve oportunidade de ser ouvido e de escolher algumas das pessoas que foram inquiridas.

0:00

A presidente do CD/AAC conclui e expressa plena confiança no trabalho do Conselho Fiscal da AAC, que vai agora analisar o recurso e avaliar a proporcionalidade e a legalidade da sanção aplicada ao dirigente.

Ao microfone da RUC, Francisco Flor afirma que não há provas para as acusações que lhe foram feitas, e indica que nunca lhe foram apresentados quaisquer indícios desde o início do processo.

0:00

O presidente da CE/AAC mostra-se confiante em relação ao resultado do recurso e afirma que, apesar de não pretender voltar a candidatar-se a novos cargos, quer deixar a sua imagem limpa e ser declarado ileso das acusações.

0:00

O dirigente aponta ainda que o processo é um “ataque pessoal” por parte de Luiza Batista. Explica que nunca sofreu quaisquer problemas ao longo do seu mandato de quatro anos e acusa a presidente do CD/AAC de estar a fazer “um trabalho bastante fraco”.

0:00

Apela, ainda, a que Luiza Batista repense as suas ações, o “seu mandato e efetivamente o que quer fazer com o cargo de um órgão central como é o Conselho Disciplinar”.

Última atualização a 29/07/2026 às 15h16.

PARTILHAR: