
Capacidade eleitoral de Francisco Flor retirada nos próximos quatro anos
Depois de mais de seis semanas de investigação sobre as ações do presidente da Comissão Eleitoral, o Conselho Disciplinar da AAC emitiu o despacho final do caso do dirigente. Considera que o responsável agiu com parcialidade e violou os Estatutos da AAC. Francisco Flor demarca-se da culpa, vai pedir recurso e acusa o Conselho Disciplinar de inexperiência.
O caso já não é recente e, ao longo das últimas semanas, o Conselho Disciplinar da Associação Académica de Coimbra (CD/AAC) e o Conselho Fiscal da AAC têm acompanhado o processo. Depois de ter sido suspenso do cargo e regressado ao ativo, o Conselho Disciplinar volta a sancionar o dirigente.
No passado dia 27 de julho foi emitido um despacho final pelo CD/AAC onde pode ser lido que a violação de múltiplas alíneas dos Estatutos, resulta na “suspensão da capacidade eleitoral ativa e passiva em todas as eleições e órgãos deliberativos” do atual presidente da Mesa da Assembleia Magna (MAM/AAC) e da Comissão Eleitoral da AAC (CE/AAC).
Luiza Batista, presidente do Conselho Disciplinar da AAC, esclarece à RUC a suspensão do dirigente. Francisco Flor “ainda pode exercer suas funções com certa plenitude, apenas fica suspenso da capacidade eleitoral ativa e passiva de acordo com o artigo 121, nº2 da alínea A por um período prolongado de um a quatro anos.”.
A tomada de medidas mais sérias foram consequência das ações cometidas pelo próprio Francisco Flor. Segundo a presidente do CD/AAC foram cometidas infrações a nível eleitoral, totalizando quatro infrações distintas.
Entre as acusações, Luiza Batista refere os problemas com as urnas durante o dia do voto geral no ato eleitoral do Conselho Fiscal e Conselho Disciplinar. Segundo a Academista, seis urnas ficaram por abrir nas eleições para os Conselhos Fiscal e Disciplinar.
Também houve um pedido para ser retirado das redes sociais de um vídeo ilegal do Núcleo de Estudantes de Direito da AAC (NED/AAC). No vídeo participava uma candidata impugnada a apelar ao voto de traje académico.
De seguida acusa ainda para o uso indevido de dados de inserção não autorizada dos nomes dos presidentes dos CD/AAC e CF/AAC na plataforma eleitoral. Por fim, crítica os atrasos e adiamentos sucessivos nas eleições de Secções, devido à falta de cadernos eleitorais atualizados.
Ao microfone da RUC afirma ainda que a decisão foi unânime entre os membros do Conselho Disciplinar, depois de semanas de investigações e inquéritos a diversos envolvidos. Francisco Flor teve oportunidade de ser ouvido e de escolher algumas das pessoas que foram inquiridas.
A presidente do CD/AAC conclui e expressa plena confiança no trabalho do Conselho Fiscal da AAC, que vai agora analisar o recurso e avaliar a proporcionalidade e a legalidade da sanção aplicada ao dirigente.
Ao microfone da RUC, Francisco Flor afirma que não há provas para as acusações que lhe foram feitas, e indica que nunca lhe foram apresentados quaisquer indícios desde o início do processo.
O presidente da CE/AAC mostra-se confiante em relação ao resultado do recurso e afirma que, apesar de não pretender voltar a candidatar-se a novos cargos, quer deixar a sua imagem limpa e ser declarado ileso das acusações.
O dirigente aponta ainda que o processo é um “ataque pessoal” por parte de Luiza Batista. Explica que nunca sofreu quaisquer problemas ao longo do seu mandato de quatro anos e acusa a presidente do CD/AAC de estar a fazer “um trabalho bastante fraco”.
Apela, ainda, a que Luiza Batista repense as suas ações, o “seu mandato e efetivamente o que quer fazer com o cargo de um órgão central como é o Conselho Disciplinar”.
Última atualização a 29/07/2026 às 15h16.
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