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“Está na hora, está na hora de o ministro ir embora”: Estudantes protestam sobre imprecisões e atrasos na correção dos exames.
Centenas de manifestantes reuniram-se, dia 24 de julho, em frente ao Ministério da Educação, localizado em Lisboa.
Palavras de ordem que exigiam a demissão do ministro Fernando Alexandre ecoavam abaixo do viaduto que cobria a multidão do sol.
O apelo ao protesto foi dado pelo movimento estudantil “Chumbado.pt”, que criou uma plataforma capaz de juntar relatos e garantir que os estudantes sejam ouvidos. Entre os manifestantes estava Rui Tavares, o antigo líder do Livre, que admitiu ter, acima de tudo, dúvidas sobre o processo técnico de digitalização dos exames.
António Filipe, antigo candidato à presidência da república pelo Partido Comunista Português e Fabian Figueiredo, líder parlamentar do Bloco de Esquerda também estiveram presentes na manifestação. Fabian Figueiredo, em entrevista, afirma que é necessário devolver a confiança ao sistema de classificação dos exames nacionais.
A manifestação contou com a presença de alunos do ensino secundário e superior, de professores, figuras políticas e ainda de meros apoiantes da causa. Ariane Delgado, aluna da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, relata que foi atribuída a um exame avaliado que pertencia a outra pessoa. Bruna Oliveira, estudante da Escola Básica e Secundária Michel Giacometti, descreve a sua frustração perante a desorganização na correção dos exames e no acesso ao ensino superior.
Inês Fernandes, estudante da Universidade da Beira Interior, foi uma das várias estudantes do ensino superior presentes na manifestação. Em entrevista, a estudante defende a importância da participação na manifestação por parte de todos, tanto estudantes, independentemente do ciclo, como de outros cidadãos, em defesa da causa.
José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e outros membros da AAC marcaram presença, como prometido, na manifestação. Na manhã do mesmo dia pronunciaram-se publicamente em solidariedade para com os estudantes de ensino secundário e defesa do ensino em Portugal.
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