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Limpeza urbana preocupa vereação da Câmara de Coimbra
A falta de limpeza urbana em Coimbra foi analisada na reunião do executivo municipal da última segunda-feira. A vereadora do PSD, Ana Cortez Vaz acusou a autarquia de não conseguir dar resposta aos problemas que se multiplicam um pouco por todo o concelho.
Segundo a vereadora eleita pelo PSD, continuam a verificar-se situações de contentores cheios, acumulação de resíduos, maus odores, monos abandonados e ervas invasoras em passeios e estradas.
Ana Cortez Vaz considera que a reorganização dos serviços de higiene urbana, anunciada como prioridade no início do mandato, não produziu resultados visíveis.
A vereadora deu como exemplo uma denúncia da Associação de Moradores do Bairro do Ingote, que reportou a permanência de um amontoado de monos junto à rotunda principal da Rua Cidade de Díli durante cerca de um mês. Apesar de reconhecer falta de civismo por parte de alguns munícipes, Ana Cortez Vaz defende que a Câmara deve reforçar a fiscalização, a sensibilização e a capacidade de resposta dos serviços.
Na resposta, o vereador do Ambiente, Luís Filipe, reconheceu a existência de dificuldades, mas rejeitou a ideia de inação por parte do município.
O autarca admitiu que os serviços enfrentam limitações, agravadas pela escassez de recursos humanos, mas garantiu que estão em curso várias medidas para aumentar a capacidade operacional. Duas das medidas passam pelo reforço da colaboração com o Estabelecimento Prisional de Coimbra e com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Luís Filipe destacou ainda o aumento da fiscalização pela Polícia Municipal e de campanhas de sensibilização ambiental dirigidas à população.
Contudo, o vereador assumiu, que os recursos disponíveis continuam aquém das necessidades.
O debate ficou também marcado pelas preocupações levantadas pelo vereador da Iniciativa Liberal, Celso Monteiro, sobre o futuro tratamento de resíduos na região Centro e a eventual construção de uma incineradora.
Na resposta, Luís Filipe esclareceu que a gestão dos resíduos em alta não depende da Câmara Municipal, mas garantiu que Coimbra acompanha o processo através da participação nos órgãos da ERSUC e da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
O vereador adiantou ainda que estão a ser estudadas soluções para aumentar a capacidade dos aterros existentes e assegurou que o município acompanha de perto a discussão sobre uma futura unidade de valorização energética para a região.
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