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Da preservação do património à descoberta de autores: o que contam os expositores da Feira do Livro de Coimbra?
A Feira do Livro de Coimbra regressou à cidade, desta vez no Parque Manuel Braga. Para além dos eventos da programação, com apresentações de livros, sessões de autógrafos e encontros com autores, a 47ª edição trouxe à cidade dezenas de editoras, livrarias e alfarrabistas.
No dia em que inaugurou a edição de 2026 da Feira do Livro de Coimbra, a RUC andou pelos expositores para conhecer os rostos dos livreiros e perceber o que pensam da Feira, com espaço e identidade visual renovada.
Entre os participantes está Miguel Carvalho, livreiro alfarrabista da Figueira da Foz, que vê no seu trabalho uma missão de preservação e circulação do património livreiro. O responsável considera que os alfarrabistas desempenham um papel importante ao salvaguardar obras já lidas, estudadas ou colecionadas e ao garantir que continuam a chegar às mãos de novos leitores.
A ideia de aproximação entre leitores e livros é partilhada por vários dos livreiros presentes na feira. Miguel Gouveia, da Bruaá Livraria e Editora, em representação da livraria do Convento São Francisco, acrescenta que iniciativas como esta permitem contactar diretamente com o público.
Além de permitir o contacto com os leitores habituais, a feira é também vista como uma forma de chegar a novos públicos. Na Livraria Saudade, Débora Ferreira, estudante da Universidade de Coimbra, destaca que a leitura continua a ser uma oportunidade para descobrir novas perspetivas e estimular o diálogo.
A importância da feira é também sublinhada pelas pequenas editoras independentes. António Valente, da Estratégias Criativas, explica que estes eventos permitem dar visibilidade a projetos editoriais que dificilmente conseguem competir com os grandes grupos do mercado livreiro.
Para o editor, a leitura continua a desempenhar um papel essencial na formação dos cidadãos e na construção de alternativas ao consumo rápido de informação.
Entre os expositores está também a Rota do Livro. Rui Oliveira acredita que eventos como este são particularmente importantes para aproximar os mais novos dos livros e criar hábitos de leitura desde cedo.
Para além da promoção da leitura e da divulgação de projetos editoriais, vários participantes destacam também a dimensão comunitária da iniciativa. Miguel Gouveia, da Bruaá Livraria e Editora, acredita que esse é um dos aspetos mais importantes do evento.
A programação da 47.ª Feira do Livro de Coimbra, que conta com várias atividades entre apresentações de livros, sessões de autógrafos, encontros com autores, leituras e música ao vivo, prolonga-se até 29 de junho no Parque Manuel Braga.
Fotografias: Manuel Marques
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