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“A Árvore das Palavras” de Teolinda Gersão inspira Feira do Livro de Coimbra

A 47.ª edição da Feira do Livro de Coimbra vai decorrer entre 19 e 28 de junho no Parque Manuel Braga, assinalando um regresso a um espaço onde já esteve. Em 2026, Teolinda Gersão, natural de Coimbra, é a escritora homenageada.

Depois de quatro edições realizadas na Baixa da cidade, a Feira do Livro regressa ao Parque Manuel Braga. Segundo Rafael Nascimento, chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, a organização procurou garantir que a feira respeitasse a identidade do parque, integrando os equipamentos e estruturas na paisagem existente.

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Uma das diferenças relativamente às edições realizadas na Baixa prende-se com a possibilidade de desenvolver uma programação mais orientada para famílias. O Parque Manuel Braga oferece condições que a anterior localização não permitia, favorecendo atividades para crianças e momentos de convívio intergeracional.

O responsável destacou ainda a importância de utilizar os equipamentos existentes no local, como o Coreto, a Estação Elevatória ou a Biblioteca Carlos Fiolhais.

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Teolinda Gersão é a autora homenageada

A escritora Teolinda Gersão será a escritora celebrada na edição de 2026. A escolha partiu de uma proposta da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Margarida Mendes Silva.

A homenagem está também presente no lema da edição 47.ª edição – “A Árvore das Palavras”, inspirado no romance homónimo da autora. O lema estabelece uma ligação simbólica entre literatura e natureza que o Parque Verde também espelha. A programação dedicada à autora inclui várias formas de arte.

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Além da homenagem a Teolinda Gersão com curadoria de Cristina Robalo Cordeiro, a feira conta com duas outras curadorias. Pedro Lamares será responsável pelo ciclo “Ofícios de Poema”, que vai explorar três dimensões da poesia: a palavra dita, a palavra escrita e o papel dos livreiros.

Já Pacheco Pereira vai coordenar um conjunto de iniciativas centradas na reflexão política, sob o tema “O que aconteceu em 1975 e o que acontece hoje”. O responsável pela cultura adianta os objetivos da curadoria.

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Estruturas culturais locais ganham destaque

A programação continua a integrar estruturas culturais emergentes e consolidadas da cidade. Uma das novidades será o projeto “Fruto Proibido”, que decorre todos os dias numa zona próxima do rio e envolve entidades como a Blue House, Cena Lusófona, Linha de Fuga, Casa da Esquina, Bonifrates e outras organizações culturais de Coimbra. Rafael Nascimento explica o objetivo da iniciativa.

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Jornalistas convidados discutem atualidade a partir dos livros

Outra novidade será a rubrica “Atualidade dos Livros”, que decorre na na Biblioteca Carlos Fiolhais da Estação Elevatória. O conceito consiste em convidar personalidades da sociedade portuguesa a escolher um livro que servirá de ponto de partida para uma conversa sobre temas da atualidade política, social ou cultural.

No primeiro fim de semana, as sessões serão conduzidas pelos jornalistas Sena Santos e Clara Almeida Santos que convidam Rui Reininho.

No segundo fim de semana, a moderação estará a cargo de Filipa Queirós e Daniel Belo.

Música e palavra continuam de mãos dadas

A programação musical mantém ligação à literatura e à poesia. Rafael Nascimento recordou que a seleção de artistas procura privilegiar autores e intérpretes cuja obra estabelece uma relação próxima com a palavra escrita e falada. Entre os destaques encontra-se um espetáculo inédito encomendado ao poeta José Anjos, vocalista do Lisbon Poetry Orchestra.

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Todos os concertos vão decorrer no coreto do Parque Manuel Braga.

Mais editoras e mais stands e Programação infantil reforçada

A mudança para o Parque Manuel Braga vai permitir um crescimento significativo da componente editorial da feira. Este ano estarão presentes 60 stands, um aumento face aos 40 existentes nas últimas edições realizadas na Praça do Comércio.

A programação para crianças e famílias será uma das apostas fortes da edição de 2026. A Biblioteca Municipal colabora através da dinamização de sessões de hora do conto, atividades para escolas, oficinas criativas e apresentações de livros infantis.

A organização pretende tirar partido das zonas verdes e sombreadas do parque.

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Um espaço para as edições culturais de Coimbra

Outra novidade será a criação de um stand dedicado às publicações produzidas pelas estruturas culturais da cidade. O espaço reunirá edições de entidades como a Escola da Noite, Teatrão, Lux Records, Marionet, Centro de Artes Visuais, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e outras organizações locais..

Embora reconheça que a Baixa proporcionava um ambiente mais urbano, espontâneo e até mais “underground”, o responsável considera que o Parque Manuel Braga oferece melhores condições para acolher famílias e alargar o alcance do evento.

Pode consultar a programação diária aqui. Rafael Nascimento foi o convidado do programa da RUC Mata-Bixo, na última quarta-feira, dia 10 de junho.

Cartaz: Câmara Municipal de Coimbra

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