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“Sons da Cidade” está de volta a Coimbra
A 13ª edição do evento “Sons da cidade” arrancou dia 16 e estende-se até dia 22 de junho, com iniciativas em vários pontos de Coimbra. A iniciativa cultural procura valorizar a Universidade de Coimbra, a Alta da cidade e a rua da Sofia.
O Colégio das Artes recebeu dia 16 a primeira atividade do “Sons da Cidade”. Na visita guiada estiveram presentes Fátima Basílio, arquiteta e diretora da obra, Madalena Damasceno e Carlos Pires, engenheiros civis do projeto de requalificação. Entre as principais intervenções no âmbito da empreitada destacam-se a desconstrução de dois torreões “falsos” de remate da Galeria do Claustro e a reabilitação da fachada norte. A adesão à visita foi positiva com 15 participantes, número máximo de inscrições aceites.
O evento cultural é promovido pela associação RUAS (Recriar a Universidade, Alta e Sofia) e pretende celebrar o aniversário da inscrição dos Bens da UC, Alta e Sofia na Lista do Património Mundial da UNESCO.
Em entrevista à RUC, Alfredo Dias, Vice-reitor da Universidade de Coimbra e presidente da Associação RUAS, conta que tem expetativas altas e espera uma forte participação do público devido à diversidade da programação.
A iniciativa realiza-se todos os anos, desde 2013. O “Sons da Cidade” tem tido uma evolução na divulgação do património em diferentes vertentes desde a componente artística, à do conhecimento e discussão, revela o presidente da associação.
O projeto pretende promover o património e sensibilizar as pessoas para a conservação do mesmo, sublinha Alfredo Dias.
Embora se dirija ao público em geral, Alfredo Dias refere que a iniciativa procura também reforçar a ligação à comunidade académica.
A edição de 2026 tem como mote “Ecos do Passado: da Alcáçova à Rua da Sabedoria”. O presidente da associação explica a escolha do tema e a mensagem que pretende transmitir.
Visitas guiadas, debates, concertos, e colóquios integram a programação do evento. Na 13º edição está em destaque a resiliência do património e os impactos da inteligência artificial.
No dia 17 e 18 de junho realiza-se, no Colégio da Trindade o simpósio internacional “Digitizing Historical Libraries in the Age of Artificial Intelligence”. Nas mesmas datas, decorrem também visitas guiadas à Rua da Sofia e ao Mosteiro de Santa Cruz.
No dia 19 acontece o colóquio “Património UC Conhecimento, Cultura & Arte”, e mais tarde um concerto do octeto Estaca Zero. A programação completa está disponível no site da UC.
Alfredo Dias destaca ainda o papel da cultura na valorização e salvaguarda do património.
O sons da cidade termina a 22 de junho, na Casa das Caldeiras, com a exposição “Habitar Portugal”. Todas as atividades são abertas à comunidade, sendo necessária inscrição prévia em alguns eventos.
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