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Tempestade Kristin aumenta risco de incêndio e reacende debate sobre prevenção
Numa altura em que se aproxima o período de maior risco de incêndio e o fim do prazo legal para a execução da gestão de combustível nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade, a Câmara Municipal de Coimbra já está a receber denúncias de terrenos por limpar.
A informação foi avançada pela presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, durante a reunião do Executivo Municipal de terça-feira, 9 de junho. A preparação do concelho para a época de incêndios dominou parte do debate entre os vereadores.
O vereador da Iniciativa Liberal (IL), Celso Monteiro, alertou que a tempestade Kristin agravou o risco de incêndio e questionou o ponto de situação da limpeza de terrenos. Ana Abrunhosa explicou que o município se encontra numa fase de prevenção e limpeza, com destaque para a gestão de combustível, e sublinhou a articulação com as freguesias, com a PSP, e com a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).
A autarca destaca que está a haver nas freguesias “conversas de sensibilização com a população” e que, além das faixas de gestão do combustível, está também a decorrer a limpeza em torno de infraestruturas como o Aeródromo Municipal de Bissaya Barreto. A situação da Mata Nacional de Vale de Canas foi identificada como uma das principais preocupações do município.
Também o vereador José Manuel Silva chamou à atenção para a necessidade de reforçar o papel dos municípios na gestão florestal. O ex-presidente da Câmara voltou a defender a criação de um Plano Diretor Florestal Municipal, semelhante ao Plano Diretor Municipal (PDM) aplicado ao espaço urbano, argumentando que as autarquias devem ter maior capacidade de intervenção na definição da floresta e na prevenção dos incêndios.
O tema motivou ainda críticas de Ricardo Lino. O vereador apontou atrasos no Plano Municipal de Emergência (PME) de Proteção Civil de Coimbra, sustentando que o documento deveria ter sido concluído em 2024, pelo anterior executivo, e não apenas adjudicado em 2025.
Ricardo Lino admitiu ainda que 2026 poderá ser um ano particularmente exigente devido às consequências da tempestade Kristin e às características do território, mas recordou que o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais está ativo desde o passado dia 1 de junho.
Durante a reunião, Ana Abrunhosa anunciou ainda que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, deverá deslocar-se a Coimbra no próximo dia 1 de julho. A visita deverá incluir um ponto de situação sobre a preparação do concelho para a época de incêndios.
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