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Falta de camas dificulta acesso ao ensino superior

A Universidade de Coimbra (UC) inaugurou ontem as residências universitárias dos Combatentes e da Alegria, após obras de requalificação. A instituição aumenta assim a sua oferta de alojamento em 132 camas.

A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que destaca a importância dos serviços de ação social no acesso ao ensino superior.

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O Plano Nacional de Alojamento do Ensino Superior (PNAES) tem como objetivo atingir as 26 mil camas em residências públicas até 2026. No entanto, só na cidade de Coimbra continua a haver um défice superior a 10 mil vagas face ao número de estudantes deslocados, o que torna a taxa de satisfação às candidaturas de alojamento reduzida.

Tiago Ribeiros, morador na Residência Universitária do Polo III, explica os desafios no acesso ao alojamento universitário.

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Num estudo dos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico de Coimbra (SASIPC), feito a estudantes bolseiros da instituição, apenas cerca de 20% dos candidatos a alojamento estudantil conseguiram vaga. Isto obriga a maioria dos estudantes a recorrer ao setor privado num mercado cada vez mais sobrelotado.

Violeta Campos, da República do Baco, explica que as repúblicas são, para muitos estudantes, uma alternativa de acesso a alojamento acessível.

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Houve propostas para que o Plano Nacional de Alojamento incluísse o financiamento para a reabilitação das repúblicas de Coimbra. No entanto, a poucos meses do fim do prazo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), estas habitações continuam excluídas dos apoios diretos, que Violeta Campos descreve como uma necessidade urgente.

Há mais 3 residências universitárias em obras, a concluir em breve. A UC vai ter, no próximo ano letivo cerca de 1500 camas disponíveis.

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