Luisa Maria Silva
02.06.2026POR Rafael Lopes

“Tem de ser com a greve, tem de ser com a luta, tem que ser na rua” avisa Coordenadora da União dos Sindicatos de Coimbra

A concentração, que tem início às 11h00, na praça 8 de maio, espera contar com grande adesão. O protesto tem como objetivo o veto da aprovação do pacote laboral e deve afetar todos os setores de atividade do país. É a segunda vez em menos de 6 meses que a praça 8 de maio é ponto de partida, em Coimbra, de uma greve geral.

Após 12 anos sem convocatórias de greves gerais, esta é a segunda em menos de 6 meses. Assim como a de 11 de dezembro do ano passado, as leis laborais continuam a ser o tema central. Luísa Silva, coordenadora da União dos Sindicatos de Coimbra (USC) lamenta a necessidade de convocar greves gerais mas reconhece não haver alternativa.

0:00

De acordo com Luisa Silva, os setores da saúde, da educação, dos transportes e da higiene pública devem ter os impactos mais visíveis na cidade. Ainda assim, admite não haver certeza quanto ao grau de adesão por parte de alguns dos funcionários dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). A coordenadora revela também que são vários os trabalhadores que se encontram incapazes de aderir à greve.

0:00

Apesar das dificuldades, Luisa Silva acredita que a população está ciente e descontente com a proposta e espera uma forte adesão à greve convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

0:00

Luis Montenegro entende que a maioria dos portugueses vai trabalhar, mas admite ter respeito por quem manifesta descontentamento através do direito à greve. Em som da LUSA, o primeiro-ministro entende que, por vezes, esse grupo consegue limitar o trabalho dos outros.

0:00

A coordenadora garante que os trabalhadores não querem a promulgação da reforma laboral. De qualquer das formas, diz ser necessário questionar a intenção dos comentadores que apoiam a reforma laboral.

Para além da cidade de Coimbra, estão marcados pontos de concentração em todos os distritos do país, nos Açores e na Madeira.

PARTILHAR: