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Pedro Leandro: “A inteligência artificial não é um quando, não é um se, é um já” [ENDA]
O impacto da inteligência artificial no ensino superior esteve em destaque no Encontro Nacional de Direções Associativas, onde foi aprovada uma moção conjunta apresentada por várias estruturas do movimento estudantil. A proposta foi apresentada por Pedro Leandro, estudante da NOVA Medical School e representante da Federação Académica de Lisboa.
Segundo o dirigente estudantil, um dos principais pontos fortes da moção apresentada no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA) esta manhã em Coimbra foi a capacidade de reunir várias organizações estudantis em torno de uma posição comum sobre o tema.
Regulamentar o uso da inteligência artificial
A proposta aborda diferentes dimensões da utilização de inteligência artificial no ensino superior, incluindo questões relacionadas com sustentabilidade e utilização ética destas ferramentas.
Para Pedro Leandro, a inteligência artificial já é uma realidade nas instituições e o debate deve centrar-se na forma como o seu uso pode ser regulado.
O estudante considera que tentar proibir o uso destas ferramentas seria contraproducente para a aprendizagem. Em vez disso, defende a criação de orientações que permitam integrar a tecnologia de forma responsável no ensino e na investigação.
Mais autonomia para as instituições
Entre as medidas propostas está o reforço da autonomia das Instituições de Ensino Superior para definirem regras sobre a utilização de inteligência artificial em contexto académico.
A ideia é permitir que universidades e politécnicos adaptem as suas políticas às realidades específicas de cada área de ensino.
Ferramentas já utilizadas em contexto académico
De acordo com Pedro Leandro, o uso de ferramentas de inteligência artificial já acontece no quotidiano académico, independentemente de existirem ou não orientações formais.
Na NOVA Medical School, por exemplo, algumas ferramentas digitais já são utilizadas como apoio ao estudo e à consulta de informação científica.
Segundo o estudante, apesar de não existir um incentivo formal por parte da direção da faculdade, alguns docentes incentivam os alunos a utilizar estas ferramentas no processo de aprendizagem.
Formação para docentes
Outro ponto abordado na proposta prende-se com a necessidade de formação para docentes na utilização destas tecnologias.
Pedro Leandro considera que a adaptação à inteligência artificial não depende apenas da idade dos professores, mas sobretudo da forma como cada docente encara estas ferramentas.
Ainda assim, o dirigente estudantil defende que é importante promover ações de formação que permitam contextualizar o uso da inteligência artificial no ensino superior.
Proposta conjunta do movimento estudantil
A moção foi apresentada por várias organizações estudantis, incluindo a Associação Académica de Coimbra, a Associação de Estudantes da Universidade de Lisboa, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, a Federação Académica de Lisboa, a Federação Académica do Porto e a Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo.
Com a aprovação no Encontro Nacional de Direções Associativas, o documento passará a representar uma posição conjunta do movimento estudantil sobre o tema da inteligência artificial no ensino superior.
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