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Movimento estudantil defende reforço da qualidade e financiamento no ensino superior

Presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico, Diogo Machado, defende a importância de reforçar a qualidade dos cursos técnicos superiores profissionais e de rever o modelo de financiamento das Instituições de Ensino Superior, sublinhando a necessidade de maior equidade entre Universidades e Politécnicos.

Em declarações à margem do Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que decorre em Coimbra, o dirigente estudantil explicou que os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) continuam a desempenhar um papel relevante no acesso ao ensino superior.

CTeSP como via alternativa de acesso

Segundo Diogo Machado, o número de candidatos a estes cursos não diminuiu. Pelo contrário, este ano registou-se um aumento da procura.

O responsável atribui este crescimento à redução do número de estudantes colocados nas licenciaturas do Ensino Superior público, o que leva alguns candidatos a procurar os CTeSP como uma alternativa de acesso.

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De acordo com o dirigente, parte dos estudantes ingressa diretamente no mercado de trabalho após concluir esta formação, enquanto outros aproveitam os CTeSP como etapa intermédia para prosseguir estudos em licenciaturas e, posteriormente, em mestrados.

Debate sobre acreditação

Outra das questões em discussão prende-se com a possibilidade de estes cursos passarem a ser avaliados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

Para Diogo Machado, o debate sobre a acreditação é importante para garantir a qualidade da oferta formativa. No entanto, defende que qualquer alteração ao sistema deve preservar a flexibilidade que caracteriza estes cursos.

Segundo o presidente da federação, os CTeSP têm frequentemente uma forte ligação às necessidades das regiões e das empresas locais, sendo muitas vezes criados ou encerrados em função da procura de determinadas áreas de formação.

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Igualdade no financiamento

O dirigente estudantil abordou ainda a questão do financiamento das Instituições de Ensino Superior, defendendo uma maior igualdade entre o sistema universitário e o politécnico.

Como exemplo, apontou diferenças nos critérios de financiamento aplicados a estudantes de áreas semelhantes em instituições diferentes, referindo que os estudantes de universidades podem receber um financiamento superior aos de institutos politécnicos.

Diogo Machado considera que esta diferença representa uma desigualdade no sistema e aponta razões para a mudança no financiamento dos politécnicos.

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O responsável defende que, no contexto das reformas em discussão para o ensino superior, os critérios de financiamento devem ser revistos para garantir maior equilíbrio entre instituições e evitar aquilo que considera ser uma discriminação do ensino politécnico.

As moções aprovadas durante o Encontro Nacional de Direções Associativas serão agora compiladas pela organização e enviadas ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação e aos partidos políticos.

Segundo a organização, as diferentes propostas aprovadas no encontro não são incompatíveis entre si, podendo contribuir conjuntamente para o debate sobre o futuro do ensino superior em Portugal.

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