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17.02.2026POR Informação RUC

Edifício da República dos Inkas enfrenta dificuldades estruturais graves

A República dos Inkas queixa-se de múltiplas infiltrações nos quartos após anos de falta de manutenção. Em certas zonas, o telhado está a “céu aberto”.

A República dos Inkas, espaço comunitário gerido por estudantes em Coimbra, vive há vários anos com problemas estruturais graves que levantam dúvidas quanto à resistência do edifício. A estrutura encontra-se frágil e, segundo os moradores, nunca houve uma intervenção de qualidade capaz de resolver os danos acumulados.

A situação agravou-se com as recentes tempestades. O telhado, que já não é o original e acumula remendos, perdeu várias telhas. Em alguns pontos, foram substituídas por chapas metálicas, mas a estrutura do edifício não garante estabilidade. Após a tempestade Kristin, chapas que serviam de cobertura foram arrastadas para o quintal.

Ao microfone da RUC, “Avante”, um dos repúblicos, detalha os estragos na casa.

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Apesar disso, não houve danos que obrigassem os estudantes a abandonar o edifício em que a República ocupa o primeiro andar. O segundo e terceiro pisos não pertencem aos Inkas e estão desabitados há vários anos. Ainda assim, os moradores sobem frequentemente aos andares superiores para improvisar soluções. O senhorio, que vive fora de Coimbra, tem acompanhado a situação e entregou um toldo para ajudar a proteger o telhado. Apesar de quererem resolver o problema, as condições meteorológicas não permitem uma intervenção segura.

O edifício, que os habitantes acreditam ser do século XVIII, tem passado por vários proprietários ao longo dos anos e apresenta um estado de degradação avançado. Os estudantes defendem que a casa necessita de uma obra estrutural profunda e de conservação interior, que não pode esperar pela aprovação de novos projetos.

Para responder às necessidades mais urgentes, os moradores têm organizado festas de angariação de fundos, no entanto, os valores arrecadados são insuficientes para uma intervenção estrutural. Os Inkas temem que uma nova tempestade possa conduzir à ruína do edifício. Recebem frequentemente apelos de amigos e familiares para dormirem noutro local, mas recusam abandonar a casa.

Com 72 anos de existência, desde janeiro de 1954, a República dos Inkas define-se como um “museu vivo”.

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A República mantém-se ativa, continua a acolher novos membros e promove iniciativas abertas à comunidade, como o evento “Re(existências)”, que procura dar visibilidade ao estilo de vida nas repúblicas. Os Inkas têm a porta aberta e na hora do almoço todos são convidados para a mesa.

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