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Convento São Francisco celebra dez anos com música, exposições, teatro e dança
Da programação do primeiro trimestre fazem parte, entre outros destaques, um tributo a Sakamoto, uma exposição que aborda o papel da antiga Casa dos Estudantes do Império “na construção de identidades africanas” e o regresso do Café Curto.
A diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos Pêgo, sublinha que, ao longo destes dez anos, o Convento São Francisco se afirmou como uma marca da cidade, da região e do país.
“Meridianos do Futuro”, a exposição que propõe revisitar a antiga Casa dos Estudantes do Império, em Coimbra, vai estar patente de 11 de março a outubro, na Galeria Pedro Olayo (Filho).
Kátia Guerreiro, Miguel Araújo, Wim Mertens, Lura, Pedro Jóia, Luca Argel, Claudia Raia e Margarida Vila-Nova são alguns dos nomes que o público vai poder ver e ouvir na programação do primeiro trimestre de 2026.
No campo da música, destaque para Hugo Gambóias, na guitarra portuguesa, acompanhado pela Orquestra Clássica do Centro, com arranjos de Luís Figueiredo, Luís Pedro Madeira, Felipe Barão e Artur Fernandes. O concerto realiza-se no dia 13 de fevereiro e presta tributo à obra do mestre Carlos Paredes.
Para além da música, teatro, dança e outras expressões artísticas convivem numa programação pensada para públicos de todas as idades, incluindo bebés, que dispõem de propostas específicas, apresentadas um domingo por mês.
Criação, parcerias e identidade
O ecossistema cultural do concelho de Coimbra é descrito por Maria Carlos Pêgo como “muito rico e plural”, sendo as parcerias fundamentais para a consolidação da programação.
Nesse âmbito, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a CRUA e o Coro das Mulheres da Fábrica assinalam a efeméride com a tradição da polifonia feminina popular.
Um dos pilares da atuação do Convento São Francisco tem sido a aposta clara na criação artística, desenvolvida em estreita articulação com agentes culturais locais e regionais, sublinha a diretora.
Estão previstos espetáculos diversificados, com uma continuidade clara na aposta na música, no teatro e na dança. Entre os destaques, está a presença do coreógrafo de renome Benvindo Fonseca, que vai trabalhar com jovens bailarinos no projeto RAMPA. Já se candidataram cerca de 45 jovens, entre os quais serão selecionados 20, que integrarão três espetáculos a apresentar durante o mês de abril.
O Convento receberá ainda companhias nacionais de referência, como o Teatro Nacional D. Maria II, com o espetáculo “Cabe mais um?“, no dia 27 de março, e, mais tarde, a Companhia Nacional de Bailado.
Café Curto: cinco anos a lançar novos talentos
Integrado de forma estrutural na identidade do Convento São Francisco, o projeto Café Curto celebra cinco anos de existência e continua a afirmar-se como um espaço dedicado à música emergente.
Com curadoria da Blue House, o projeto tem sido palco para jovens músicos, incluindo alunos da Escola de Jazz do Conservatório de Música, bem como para artistas em início de carreira.
“É muito reconfortante perceber que artistas que começaram aqui praticamente desconhecidos já editaram discos e trabalham hoje a nível nacional”, sublinha Maria Carlos Pêgo.
Na última terça-feira, dia 13 de janeiro, no primeiro Café Curto do ano, Joana Guerra e Miguel Gouveia apresentaram um concerto de música e palavra, evocando textos de Júlio Henriques, “horticultor e criador de cavalos”.
Já no próximo sábado, dia 17 de janeiro, realiza-se o concerto-homenagem “Sakamoto 1996“, com direção musical, piano e videoarte de João Vasco.
Ao longo dos últimos dez anos, muitos públicos, artistas e parceiros passaram pelo Convento São Francisco. Abril é, por excelência, o mês da programação, mas a celebração estende-se a todo o ano de 2026.
Toda a programação pode ser consultada aqui.
Fotografias: Convento São Francisco e Fausto da Silva
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