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Rede Nacional de Associações Culturais lança ‘crowdfunding’ para consolidar projeto

Rede Nacional de Associações Culturais lançou recentemente uma campanha de crowdfunding com o objetivo de consolidar e dar continuidade a um projeto que começou a ganhar forma ao longo de 2025. A iniciativa, coordenada pela associação Lúcia-Lima pretende criar uma estrutura sólida de articulação entre associações culturais independentes espalhadas por todo o país.

Em entrevista, Bernardo Matos explica que o ‘crowdfunding’ surge num momento crucial do projeto. “A ideia já existe, está bastante concreta, mas precisamos de apoio para avançar com aspetos mais técnicos, como o ‘website’ e a identidade visual da rede, que ainda não estão cimentados”, afirma.

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A campanha procura, assim, colmatar a falta de financiamento institucional, depois de a candidatura ao apoio simplificado à DGArtes não ter sido aprovada.

Atualmente, a rede integra mais de duas centenas de associações culturais, resultado de uma ‘open call’ lançada com o objetivo de mapear o tecido associativo cultural em Portugal.

Embora exista uma maior concentração de associações nos grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, a Rede Nacional de Associações Culturais (RNAC) conta também com uma presença significativa noutras regiões, incluindo Coimbra e as ilhas — com a Madeira a destacar-se entre as primeiras inscrições recebidas.

“O nosso objetivo não é apenas mapear associações, mas criar uma rede de membros que queiram participar ativamente, que concordem com os princípios da rede e que contribuam para a sua construção”, sublinha Bernardo Matos.

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Este envolvimento ativo é visto como essencial para fortalecer a representação do setor cultural independente e promover a descentralização cultural.

A campanha de ‘crowdfunding’ tem como meta 2.500 euros, um valor modesto, mas fundamental para a fase atual do projeto. Lançada em meados de dezembro, a iniciativa acabou por coincidir com o período natalício, o que poderá ter dificultado a angariação de apoios.

O prazo inicial termina a 16 de janeiro, mas está a ser equacionado um prolongamento até ao final do mês, em articulação com a plataforma PPL. Paralelamente, está a ser pensada a realização de um evento de angariação de fundos, possivelmente na associação cultural Lúcia-Lima.

Localizada na região da Gândara em Cadima, a instituição surge também como um espaço importante no percurso de Bernardo Matos. Foi no âmbito do seu mestrado em Estudos Artísticos que se aproximou mais da associação. Aí desenvolveu trabalho de campo ligado à organização cultural e à descentralização artística.

Embora o mestrado esteja concluído, a ligação mantém-se. “Continuo a ajudar, porque acredito na iniciativa da Lúcia-Lima. Há muita abertura para propor ideias e colaborar”.

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Com uma programação cultural regular e eventos marcantes como a “Virada Gandareza”, a Lúcia Lima é apontada como um exemplo de dinamização cultural fora dos grandes centros urbanos.

A RNAC procura agora o apoio do público para dar o próximo passo e consolidar uma estrutura que pretende fortalecer o setor cultural independente em Portugal.

Quem quiser contribuir pode fazê-lo através da plataforma de ‘crowdfunding’, aqui.

Fotografia: Lúcia-Lima

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