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António José Seguro quer “integrar os jovens” para “não hipotecar o futuro”
Investir em Coimbra, alterar o ensino superior e dar espaço à voz dos jovens, são preocupações de Seguro. O candidato às eleições presidenciais visitou a cidade dos estudantes e, nos estúdios da RUC, deu a conhecer parte da sua visão para o país.
O antigo secretário-geral do Partido Socialista (PS) foi recebido por Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que demonstrou apoio ao candidato. Na cidade, Seguro visitou também espaços de saúde e reuniu com vários jovens da região. “Vir a Coimbra e não falar com jovens é como ir a Roma e não ver o Papa”, realça. Nos estúdios da RUC, explicou as linhas orientadoras da sua candidatura.
Sobre Coimbra, põe em destaque a potencialidade económica da região, que caracteriza como um “polo agregador”. Afirma que é necessário investir na cidade e aproveitar os seus recursos para a tornar mais competitiva e conseguir melhores salários.
O candidato à Presidência da República explica também que os portugueses precisam de confiar no trabalho desenvolvido em cidades de média dimensão, como Coimbra, para que Portugal se torne num país de excelência. Acrescenta que é importante incentivar a criação de iniciativas fora dos polos de Lisboa e do Porto, para garantir um “crescimento sustentável”.
Seguro sublinha ainda a importância de construir oportunidades para os jovens. Em entrevista, relembra que é preciso reformular o ensino superior e abrir espaço às inovações tecnológicas. Acrescenta que é importante criar condições para fixar os jovens em Portugal, com empregos mais atrativos e habitações a custos acessíveis. Reforça que a juventude deve ser ouvida e ter um papel mais participativo nas decisões e no futuro do país.
Sobre o envolvimento dos mais novos, acrescenta que o modo de fazer política em Portugal é o que afasta os jovens da democracia. Realça, mais uma vez, o elo que quer estabelecer com eles, ao ouvir e discutir as suas ideias.
António José Seguro afirma ainda que, apesar do apoio do PS, a sua candidatura é independente e, como tal, pretende “ser o presidente de todos os portugueses”. As eleições presidenciais estão agendadas para 18 de janeiro.
A entrevista completa pode ser ouvida no “podcast” do início do artigo.
Fotografia: Miguel Figueiredo Lopes/ Presidência da República
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