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Movimento “Segundas sem Carne” sem resposta por parte da Universidade de Coimbra
A proposta por um dia semanal sem carne está a ganhar força na academia de Coimbra. A petição conta já com cerca de 500 assinaturas.
O movimento estudantil “Segundas sem Carne” conta com um objetivo central muito claro — diminuir o consumo de carne. A iniciativa articula a proposta com causas mais amplas, como a sustentabilidade ambiental, o combate ao sofrimento animal e a promoção da saúde pública. O foco passa por desafiar estudantes e instituições a reduzir o consumo de carne às segundas-feiras.
O movimento nasceu dentro da comunidade estudantil e tem como principal impulsionador Duarte Costa, estudante de mestrado em Ecologia na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC). Foi quem lançou a ideia e reuniu as primeiras pessoas, mas sublinha que, hoje, o movimento funciona sem hierarquias. A proposta privilegia uma organização horizontal e participada por todos os membros.
Ao longo das últimas semanas, o grupo tem desenvolvido várias ações de sensibilização junto às cantinas da Universidade de Coimbra. Entre as ações, estão a recolha de assinaturas, conversas diretas com estudantes, distribuição gratuita de refeições vegetarianas e workshops de culinária. A estratégia, explica Duarte, passa por informar, ouvir os estudantes, perceber de onde surgem dúvidas e críticas e responder a preocupações com dados e argumentos.
Um dos principais desafios é a ausência de resposta por parte da Universidade de Coimbra, com quem o movimento tenta estabelecer diálogo para discutir a proposta.
Têm-se feito sentir também limitações financeiras e falta de recursos humanos, situações que, segundo o entrevistado, podem comprometer a sustentabilidade do projeto. Ainda assim, o movimento tem estabelecido parcerias com organizações como a QUERCUS, o Animal Save Coimbra e outras instituições que se propõem a oferecer formação certificada de modo a melhorar a qualidade das refeições vegetarianas.
Apesar de existirem opiniões divergentes, afirma que a maioria dos alunos tem mostrado abertura e concordância com a medida. O mestrando da FCTUC deixou um apelo aos estudantes para que reconheçam o impacto que pequenas mudanças podem ter no combate às alterações climáticas. Pede ainda que apoiem o movimento, assinem a petição e participem nas reuniões abertas.
Para já, o movimento quer manter o foco nas cantinas da Universidade de Coimbra e num único dia por semana, embora não exclua expandir a iniciativa no futuro.
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