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“Seta”, de Francisco Botelho, estreia mundial em sessão intimista depois de “Sequencial”, de Bruno Caetano

“Seta”, de Francisco Botelho, teve a sua estreia mundial no último dia do Festival Caminhos do Cinema Português. O filme explora uma narrativa peculiar em que uma mãe parece mais nova que a filha, enquanto a casa onde vive a mãe permanece imutável.

Segundo o realizador, trata-se de um filme “estranho”, em que “apenas a casa se mantém igual”. A história acompanha uma mãe, atriz desempregada, prestes a receber um prémio, que relembra o seu passado. O destino da mulher de meia-idade só se revela aos espectadores mais atentos.

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No filme, Francisco Botelho procurou usar som, imagem, cores e música para dar pistas sobre o que terá acontecido. As protagonistas, Leonor Silveira e Victória Guerra, são atrizes que o realizador desejava filmar há muito tempo.

Leonor Silveira destacou que a conexão entre elas, que começou como amizade, transformou-se numa parceria profissional. Sobre Victória Guerra, a atriz  comentou que vê-lo filmar a ela foi “de uma beleza extraordinária”.

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Por outro lado, “Sequencial”, de Bruno Caetano tem uma narrativa autobiográfica. O realizador contou ter um grande amigo com quem brinca que “faz animação porque não tem dinheiro para ir ao terapeuta“. Na obra “Sequência”, procurou dar forma a emoções e experiências do passado, incluindo momentos tristes de bullying.

O projeto começou em 2017, mas enfrentou desafios, como ataques ao financiamento, e só avançou entre 2021 e 2023. Hoje, Bruno Caetano sente gratidão pelo resultado.

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O Festival Caminhos do Cinema Português terminou no sábado, dia 22, com mais de 120 filmes exibidos em 63 sessões. O olhar feminino foi o fio condutor do evento. O Grande Prémio Cidade de Coimbra foi atribuído a “La Durmiente”, de Maria Inês Gonçalves.

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