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Artes performativas regressam com Festival Linha de Fuga para celebrar a “amizade”
Durante várias semanas, de 6 a 30 de novembro, artistas de diferentes partes do mundo vão ocupar palcos, ruas e espaços da cidade propondo repensar a arte como espaço de encontro e partilha. Em 2025 a amizade é tema.
A abertura, ou melhor, a “anti-estreia”, acontece no Teatro da Cerca de São Bernardo, com o espetáculo “Omegaville” em que um coletivo de mulheres espanholas apresenta uma peça de cinema expandido, uma experiência que desafia os limites do teatro e do ecrã, conta-nos Catarina Saraiva, produtora do festival.
Depois da ‘anti-estreia’, o festival mergulha logo num tema premente – a censura nas artes e na sociedade.
Na Casa da Cidadania da Língua, artistas, políticos e juristas, como Sérgio Pelágio, José Manuel Pureza e João Coelho, partilham perspetivas sobre liberdade artística e política.
Já o Laboratório Internacional Linha de Fuga junta criadores nacionais e estrangeiros. Durante três semanas, estes artistas vão trabalhar juntos, partilhar ideias e apresentar processos abertos ao público na Baixa de Coimbra, que funciona, simultaneamente, como escritório, galeria e ponto de encontro.
Entre os destaques da programação está o espetáculo “Para cuatro jinetes”, do coletivo espanhol Mucha Muchacha que vai à cena no grande Auditório do Convento São Francisco.
Mas o festival não é só espetáculo. Há também oficinas, debates e reflexões, como a oficina “Construindo Respostas Críticas”, orientada por Cláudia Galhós, Pedro Vilela e Xavier Sousa.
E, porque a arte é para todos, os bilhetes custam entre 3 e 10 euros, com muitas atividades gratuitas. Depois de um ano em que o medo foi tema, o Linha de Fuga 2025 convida-nos a celebrar a amizade — não apenas como afeto, mas como ato artístico e político. Porque, neste festival, dançar juntos é também um modo de resistir e imaginar o futuro.
Na conferência de imprensa de apresentação da programação participaram, para além de Catarina Saraiva, produtora do Linha de Fuga, Maria Carlos Pêgo em representação da Câmara Municipal de Coimbra e Sílvio Santos, diretor do Teatro Académico de Gil Vicente.
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