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Exposição “Isaac Díaz Pardo: deseño, memoria e compromiso” inaugura Mostra Galiza Coimbra 2025
Cerimónia de abertura da Mostra Galiza Coimbra 2025 decorreu na Cena Lusófona com inauguração da exposição que abre a Mostra, “Isaac Díaz Pardo: Desenho, Memória e Compromisso”.
A exposição dá início a onze dias de intensa programação artística que une Portugal, Galiza e, pela primeira vez, o Brasil como país convidado.
Na sessão inaugural, Pedro Rodrigues, em representação da Escola da Noite, sublinhou o caráter de continuidade e de crescimento da Mostra, que sucede à Mostra de Teatro Galego em Coimbra 2023.
Inspirado no título da exposição que abre a Mostra, “Isaac Díaz Pardo: deseño, memoria e compromiso”, Pedro Rodrigues destacou três ideias que sintetizam o espírito do evento: desenho, entendido como arte e criação; memória, que evoca o legado de cooperação luso-galega e homenageia o dramaturgo Manuel Lourenço, falecido recentemente; compromisso, com o serviço público e com a arte como espaço de encontro, partilha e liberdade.
O diretor-geral da Axencia Galega para as Industrias Culturais (AGADIC), Jacobo Sutil Nesta, salientou a importância da cooperação entre estruturas públicas e privadas, elogiando a continuidade do projeto iniciado em 2023.
Também Francisco Esteves, Diretor de Serviços de Apoio às Artes da DGArtes, reforçou o papel da Mostra na promoção da diversidade cultural e da cooperação internacional.
A diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos Pêgo, encerrou a sessão, sublinhando a relevância do evento para o território e o espírito de diplomacia cultural que o caracteriza.
Com a exposição “Isaac Díaz Pardo: deseño, memoria e compromiso”, com curadoria de Silvia Garcia da Universidade de Vigo, a Mostra inicia o seu percurso simbólico e artístico.
Por feliz acaso, o cartaz da exposição evoca a construção de máscaras para uma peça de Ricard Salvat, encenador que dirigiu o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), a partir de 1968 e que a polícia do regime prendeu e colocou na fronteira com Espanha, impedindo a apresentação da peça com o título “Castelao e a sua época”.
A mostra continua com a peça “As que limpan”, da companhia A Panadaria que se apresenta esta quinta-feira, dia 23 de Outubro, pelas 19h00 na Oficina Municipal do Teatro.
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