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Mostra Galiza Coimbra une Portugal, Brasil e Galiza em torno da língua e das artes
De 22 de outubro a 1 de novembro, a cidade recebe a Mostra Galiza em Coimbra 2025 , um evento que traz a Coimbra teatro, música, dança, poesia e artes visuais vindas da Galiza e do Brasil.
Depois do sucesso da edição de 2023, a Mostra volta com um novo nome, deixa de se chamar “Mostra de Teatro Galego” e passa a chamar-se Mostra Galiza Coimbra.
Pedro Rodrigues, da Escola da Noite e da Cena Lusófona, explica que a ideia é “alargar horizontes” e reforçar a ligação entre artistas e públicos da Galiza, de Portugal e de todo o mundo lusófono. E este ano, o país convidado é o Brasil.
Durante onze dias, Coimbra vai ser palco de encontros entre culturas atlânticas, com espetáculos, oficinas, exposições e concertos. O destaque vai para o espetáculo de encerramento, no dia 31 de outubro, no Grande Auditório do Convento São Francisco.
Chama-se “Terreiro Mestiço” e junta a cantora galega Uxía, o músico e bailarino brasileiro António Nóbrega, a cantora Ceumar e os músicos portugueses Manuel Rocha, Quiné Teles e Luís Pedro Madeira. Um concerto que promete ser uma verdadeira festa da diversidade.
Mas há muito mais para descobrir. Paula Carballeira, dramaturga e contadora de histórias galega, vai orientar uma oficina de narração oral, aberta a todos os interessados em aprender a arte de contar histórias. E a bailarina brasileira Rosane Almeida vai ensinar danças tradicionais brasileiras, numa oficina prática e cheia de ritmo. A presença de um país convidado tem uma finalidade especial, adianta Pedro Rodrigues.
A mostra abre também com uma exposição dedicada ao artista e intelectual galego Isaac Díaz Pardo, figura central da cultura galega do século XX. A mostra vem da Universidade de Vigo e será apresentada na Sala Jorge Pais de Sousa, na Cena Lusófona, em Coimbra.
Há ainda uma feira do livro galego, onde serão apresentados dois títulos da Editorial Galáxia, um deles sobre a ligação entre Coimbra e o dramaturgo Ricard Salvat, outro com peças do encenador Cándido Pazó, já bem conhecido do público de Coimbra.
E o programa não se fica por aqui, uma vez que inclui ainda espetáculos de companhias como o Centro Dramático Galego, a Panadaria, Caramuxo Teatro e Elefante Elegante.
Há também uma ‘masterclass’ com o grupo Chévere, que abre o evento com o espetáculo “Helen Keller, a Mulher Marabilha?”, uma reflexão sobre a inclusão e a verdade na era digital.
Parcerias com o Teatrão, o Convento São Francisco e a Blue House reforçam o espírito de colaboração. E até o ciclo Café Duplo se junta à festa, com um concerto especial entre o galego Santi Araújo e Samuel Louro, preparado em residência artística.
Para Pedro Rodrigues, “Coimbra é o espaço natural deste encontro entre línguas e culturas, lugar onde a arte galega e a lusofonia se cruzam, partilham e celebram juntas”.
De vinte e dois de outubro a um de novembro, Coimbra transforma-se novamente num grande palco de amizade entre a Galiza, Portugal e o Brasil. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra.
Pode consultar toda a programação aqui, e ouvir a entrevista no ‘podcast’ do início do artigo.
Fotografia: Pilar Abades e Leticia T. Blanco
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