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Francisco Queirós: “Temos de apostar imenso nas cooperativas de habitação, hoje praticamente só existe uma”
Em entrevista, o candidato da CDU defendeu uma aposta firme na habitação, transportes fiáveis e requalificação da Baixa com mais moradores e serviços públicos.
Vereador e candidato da CDU à Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Queirós, fez o balanço do trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos e defendeu que “a CDU provou ser uma força de serviço público e de coerência política”.
O candidato acredita que o modelo atual de executivos pluripartidários “é profundamente democrático”, por permitir a participação de diferentes forças políticas, e sublinhou o contributo da CDU nas áreas de bibliotecas, bem-estar animal e espaços verdes.
Mobilidade e Transportes
Com experiência passada direta na administração dos SMTUC, Francisco Queirós defendeu uma articulação equilibrada entre o MetroBus e os transportes municipais, sem redundâncias de serviço e com alargamento da cobertura às freguesias periféricas.
O candidato considerou essencial que a bilhética única permita circulação entre sistemas de transporte e defendeu o caminho para a gratuitidade, mas “com financiamento do Estado e sem pôr em causa a fiabilidade do serviço”.
Habitação e Cooperação com a Universidade
Francisco Queirós criticou a ausência de uma política nacional estruturada e defendeu que Coimbra deve apostar na reabilitação do património edificado local e no apoio ao movimento cooperativo.
O candidato apontou ainda a necessidade de parcerias com a Universidade e o Politécnico para resolver problemas entre eles o alojamento estudantil, lembrando que as repúblicas vivem uma situação crítica.
Baixa e Segurança
Questionado sobre as queixas de insegurança e degradação na Baixa, Francisco Queirós defendeu que o problema só se resolve “com mais vida” na Baixa. Para o candidato da CDU é preciso garantir um fluxo permanente de pessoas e atividade na Baixa.
Cultura e Associativismo
Na área da cultura, Francisco Queirós defende um apoio continuado aos agentes culturais e ao movimento associativo. Entre as propostas da CDU, destaca-se a criação da Casa das Associações, um espaço comum para coletividades culturais que não dispõem de sede própria.
A entrevista encerrou com Francisco Queirós a afirmar que “a CDU é a voz do povo”, sublinhando que a sua força política está ao lado das populações e do poder local democrático. O candidato afirma que os eleitores ao “reforçarem a posição da CDU, reforçam uma voz diferente, voz do povo, de gente honesta e competente”.
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