
José Manuel Silva defende trabalho feito em Coimbra e promete mais resultados visíveis em 2025
Das 112 medidas propostas no programa de candidatura em 2021, presidente da Câmara de Coimbra entende ter cumprido 65, 35 diz estarem em vias de o ser ou parcialmente cumpridas e 12 estão por trabalhar. Ainda assim, o executivo que governa a Câmara considera ter mais 69 medidas “adicionais concretizadas ou em curso”.
SMTUC, Palácio da Justiça, Nova Maternidade e mobilidade foram algumas das questões colocadas pelos órgãos de comunicação presentes na apresentação de balanço de mandato.
A oposição tem acusado o executivo de não resolver os problemas dos SMTUC, marcados por greves e insatisfação laboral. Ontem mesmo os SMTUC reuniram em plenário.
O presidente da Câmara, José Manuel Silva, rejeitou a ideia de que os SMTUC sejam“ o calcanhar de Aquiles do mandato”. O autarca contrapôs com a renovação da frota de autocarros e a reorganização das linhas, em articulação com o Metrobus, cujo estudo conta seja apresentado até final de 2025.
O Autarca sublinhou ainda que estão a ser estudadas soluções para os trabalhadores, incluindo a transformação dos SMTUC em empresa municipal que vai permitir negociação direta pelo município de acordos coletivos e resolver a questão salarial dos motoristas que auferem vencimentos como agentes únicos.
Sobre a questão da existência de ligações entre as novas estações do MetroBus e o polo II e o polo I da Universidade de Coimbra, José Manuel Silva reconheceu as limitações do projeto herdado, mas sublinhou que o estudo em curso está a avaliar novas soluções para melhorar a acessibilidade.
“O objetivo é otimizar a rede e servir pontos até agora menos bem cobertos. Não se trata de prometer mundos, mas de trabalhar com os recursos existentes, esclareceu.
Sobre a nova maternidade, o autarca disse que o projeto está pronto e que é “insustentável” manter as atuais instalações das duas maternidades de Coimbra. A decisão está agora nas mãos do Governo.
Quanto ao Palácio da Justiça, uma vez que está aprovado o plano funcional, pode começar a elaboração do caderno de encargos para avançar com o concurso.
Já sobre a próxima equipa autárquica que caso a Coligação Juntos Somos Coimbra eleja nas próximas eleições autárquicas os mesmos seis lugares, terá três caras novas, o presidente mostrou-se satisfeito com a renovação e não se mostrou preocupado com o possível desconhecimento que possam ter de dossiês como a Ação Social, Finanças, Juventude ou Ambiente, áreas em que os atuais vereadores não se mantêm como candidatos.
José Manuel Silva defendeu que os mandatos de quatro anos são demasiado curtos para transformar Coimbra. E garantiu que o próximo ano será marcado por resultados visíveis, com destaque para a entrada em funcionamento do Metrobus.
Sobre as dúvidas colocadas sobre a apresentação de balanço de atividade de órgãos autárquicos a Comissão Nacional de Eleições esclareceu o seguinte:
“Nada obsta a que as câmaras municipais e as juntas de freguesia neles incluam balanços da sua atividade durante e no final dos respetivos mandatos, desde que se limitem a apresentar uma breve descrição sobre a ação do órgão autárquico, nos diversos domínios, mesmo que ilustrada através de fotografias, não se aceitando, todavia, que a publicação em período eleitoral seja a única relativa ao mandato.”
Pode consultar os balanços do mandato da Câmara Municipal de Coimbra no site da autarquia aqui e fazer o seu próprio juízo de valor.
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