
Coimbra volta a ser ponto de encontro de jornalismo cultural
De 3 a 7 de setembro, Coimbra recebe a segunda edição do Cu.co – Encontro de Jornalismo Cultural, iniciativa que reúne jornalistas, críticos, agentes culturais e programadores para discutir desafios e transformações do setor.
A apresentação do evento, realizada pela Câmara Municipal, ontem, no Convento São Francisco, destacou a ambição de consolidar Coimbra como um centro de pensamento e produção cultural, reforçando o papel da cidade no mapa nacional e internacional.
A diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos Pêgo, sublinhou que Coimbra “pensa, produz e vive cultura”, lembrando que o município conta com uma rede alargada de equipamentos culturais e que será palco da Manifesta 2028, a maior bienal nómada de arte contemporânea da Europa.
“Queremos consolidar a imagem de Coimbra como uma cidade que vive a cultura e que a projeta além-fronteiras”, afirmou.
Um programa diversificado com debate, teatro, cinema e música
O curador Rui Miguel Abreu, responsável pela programação pelo segundo ano consecutivo, anunciou um calendário “ambicioso e participativo”, construído em diálogo com diferentes agentes culturais da cidade.
Entre os destaques estão, mesas-redondas sobre criação teatral, comunicação da arte contemporânea e jornalismo cultural, a apresentação do projeto do Museu da Música de Coimbra, que reconstrói instrumentos históricos e preserva o respetivo repertório, um ciclo dedicado ao cinema português, em parceria com o Semente Atelier, visitas a espaços emblemáticos como o Convento de São Francisco, concertos e estreias teatrais que cruzam programação artística com reflexão crítica.
O evento contará com a presença de órgãos de comunicação nacionais como Expresso, Público, Observador e RTP, garantindo maior alcance à reflexão gerada em Coimbra.
Combater a ideia de cidade “parada no tempo”
Para Rui Miguel Abreu, o Cu.co é também um instrumento de combate a preconceitos: “Queremos contrariar a ideia de que Coimbra é uma cidade parada no tempo”.
Na primeira edição, vários jornalistas admitiram ter descoberto uma realidade cultural mais dinâmica do que imaginavam. Este ano, a adesão de mais meios nacionais confirma, segundo a organização, que Coimbra está a afirmar-se como um polo cultural relevante.
Cultura como motor económico
O município pretende ainda usar a cultura como motor de desenvolvimento, ao integrar as indústrias criativas na sua estratégia económica. “Trabalhamos a cultura não pela lógica do lucro, mas pelo impacto social, económico e comunitário que gera”, afirmou o presidente da Câmara, sublinhando que a cidade quer reforçar a sua projeção nacional e internacional.
Nesse sentido, na próxima Coimbra Invest Summit o novo ‘cluster’ a ser introduzido será dedicado às indústrias criativas. José Manuel Silva lembrou também a criação em Coimbra no Avenida da primeira incubadora de cinema certificada do país, como prova do desenvolvimento cultural da cidade.
Pode consultar toda a programação aqui.
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