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12.01.2025POR Isabel Simões

Comboio apitou pela última vez entre Coimbra-A e Coimbra-B

Ativistas contra fecho da Estação Nova, trabalhadores da CP, habitantes da cidade que não quiseram perder o último comboio, políticos locais, e aqueles que viajam de comboio para regressarem a casa a partir de Coimbra-A marcaram presença na estação a que o povo chama de Nova.

Comboio apitou pela última vez entre Coimbra-A e Coimbra-B.

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Comboio número 36800, rumou esta madrugada a Coimbra-B para depois seguir para a Figueira da Foz.

“Viveu-se ambiente de preocupação mas também de esperança”

Tímida, encostada a uma coluna da Estação Nova, Isabela aguarda a partida. A utente mora em Pereira e há dois anos que apanha o comboio da meia-noite e vinte na Estação Nova para chegar a casa. Isabela trabalha num restaurante até às onze e meia da noite, com Coimbra-A fechada teme que fique mais difícil o regresso depois de um dia de trabalho.

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Célio Correia do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários foi incansável a atender os Órgãos de Comunicação Social que se deslocaram para reportar a saída do último comboio de Coimbra-A.

O sindicalista ainda acredita que com “a luta de todos” o comboio volte a circular no troço ferroviário que une as duas estações de comboios da cidade.

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Segundo Célio Correia não são só os trabalhadores das bilheteiras que laboravam na Estação Nova que vão ser deslocados. Também a IP – Infraestruturas de Portugal que tutela a CP tem na Rua do Arnado trabalhadores que teme sejam transferidos para outros locais.

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Um aluno universitário de História vestiu-se a rigor como no século XIX para se despedir de Coimbra-A. Para o estudante brasileiro, a existência de uma estação no centro da cidade “foi importante para o desenvolvimento de Coimbra”.

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Eurídice Rocha trabalha em Timor-Leste, mas como “filha da cidade” tem o comboio na memória das suas vivências. Quando não está emigrada usa o comboio para as deslocações.

A “cidade tem de ser pensada para as pessoas e tem de ser vivida com as pessoas, não com o dinheiro, mas sim com as pessoas”, lamentou. Esteve ontem, não para se despedir do comboio que partiu de Coimbra-A, mas para dizer que “a luta continua”.

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Graça Coelho, estava na Figueira da Foz e deslocou-se de propósito a Coimbra para acompanhar a saída do último comboio. Foi emocionada que nos contou estar doente e que o comboio fez parte da sua vida para vir de Formoselha trabalhar em Coimbra.

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Atrasado cerca de dez minutos, o comboio rumou à Figueira da Foz, parando nas estações e apeadeiros. A viagem de cerca de três minutos entre as duas estações, será dificilmente conseguida pelos autocarros que a Metro Mondego vai disponibilizar para o transbordo, face às demoras habituais em hora de ponta na Avenida Fernão de Magalhães.

Quanto ao edifício da Estação-A que o povo conhece como Estação Nova, inaugurada a 18 de outubro de 1885, aguarda destino da parte da Câmara Municipal de Coimbra.

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