
Roque de Pai
Das relíquias que os teus pais ouviam aos discos que definem o agora. Para todas as gerações e sem prazo de validade.
UM PROGRAMA DE:
João Dias
Nesta quinta emissão do Roque de Pai, o João Dias mergulha no legado do Ronnie James Dio, o vocalista de um metro e sessenta e três que se tornou um gigante imortal do rock. Exploramos a carreira de um artista que cantava para a última pessoa do público e que nunca traiu a sua visão estética.
A primeira parte do programa foca-se na transição dramática de Dio para os Black Sabbath em 1980. Analisamos como a pressão financeira e um telefonema da sua esposa sobre a renda da casa o levariam a aceitar o desafio “impossível” de substituir o Ozzy. O resultado foi uma simbiose perfeita com Tony Iommi, que gerou obras-primas como “Children of the Sea” e “Neon Knights”. Abordamos também a sua fase a solo e o nascimento do Maloik – o gesto dos “corninhos”- que Dio herdou das superstições da sua avó italiana. Revelamos ainda o episódio curioso de “Rainbow in the Dark”, um clássico que quase foi destruído pelo próprio autor por medo de soar comercial.
Na segunda metade, assinalamos na rubrica “Disco na Meia-Idade” os 50 anos de Rising, dos Rainbow.
Gravado em 1976, este disco é o marco zero do metal épico. Dissecamos a colaboração volátil entre Dio e Ritchie Blackmore e a construção da monumental “Stargazer”, uma aula de voz e técnica que contou até com a Filarmónica de Munique para narrar a queda de um feiticeiro e da sua torre de pedra.
No fundo, um tributo ao bardo vindo de New Hampshire e que nos ensinou que o rock pode ser sofisticado, teatral e, acima de tudo, eterno.
Alinhamento:
- Elf – Hoochie Koochie Lady
- Black Sabbath – Children of the Sea
- Black Sabbath – Die Young
- Black Sabbath – The Mob Rules
- Heaven & Hell – Bible Black
- Dio – Dream Evil
- Dio – The Last In Line
- Rainbow – Stargazer
- Rainbow – A Light In The Black

