

A Câmara Municipal de Coimbra organizou ontem, terça-feira, 2 de junho, uma sessão pública de trabalho para debater o que fazer na Rua da Sofia, com o objetivo de devolver a rua aos habitantes da cidade.
Coube a Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, estabelecer as linhas vermelhas para as propostas. Segundo a autarca, os limites impostos decorrem da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do projeto MetroBus. No programa, ouvimos a intervenção de Ana Abrunhosa.
A sala da Biblioteca da Delegação dos Combatentes de Coimbra revelou-se pequena para acolher as dezenas de interessados, entre políticos, engenheiros, arquitetos, ativistas e comerciantes da Rua da Sofia, entre outros.
Depois das apresentações oficiais, foram constituídas três mesas de trabalho que debateram as consequências das propostas apresentadas pela presidente da Câmara. A participação no encontro ficou mais reduzida a partir desse momento. No final cada grupo apresentou as respetivas propostas e preocupações.
Para Luís Santos Costa, diretor do Departamento de Espaço Público, foi interessante ver as diferentes leituras que cada um dos grupos fez. Um grupo manifestou grande preocupação com a ausência de circulação viária – a questão é de circulação viária, não de estacionamento. Houve também receio, por parte dos comerciantes, de que, se não houver circulação, a rua possa ser esquecida.
Segundo o responsável camarário, esta foi a primeira sessão e, por conseguinte, haverá mais momentos de auscultação pública.
No final do encontro, a RUC falou com o deputado municipal Manuel Pires da Rocha e com o arquiteto Rui Lobo, professor associado no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que tem estudado a Rua da Sofia.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra

