
Há Vida(s) Nesta Cidade!
sábados (14h00)
A ditadura da actualidade deixa para trás histórias de vida(s) de pessoas e instituições. A Rádio também se faz de pequenos momentos de intimidade em que as almas se abrem aos outros. Há Vida(s) Nesta Cidade propõe-se dar a conhecer gente que não pisa a ribalta da “espuma dos dias”.
UM PROGRAMA DE:
Isabel Simões
Desde a passada quinta-feira, 10 de setembro, Coimbra tem uma nova configuração da mobilidade, com o encerramento da Rua da Sofia ao trânsito automóvel individual. A chegada do Metrobus à Praça da República trouxe também alterações aos percursos dos SMTUC e à própria rede de transportes da cidade. No lançamento da campanha “E agora, Como vou?”, Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, explicou as mudanças e os objetivos desta nova fase da mobilidade.
A chegada do Metrobus ao centro da cidade pretende contribuir para uma circulação mais sustentável e para uma redução do número de automóveis no centro histórico. Mas mudar a forma como uma cidade se move significa também mudar hábitos. Para quem todos os dias atravessa Coimbra de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, uma alteração na rede de transportes pode significar novos percursos, outros horários e novas escolhas.
A Câmara Municipal garante que a Baixa não ficará totalmente fechada ao trânsito automóvel. Continuarão a existir acessos para moradores, cargas e descargas e veículos autorizados. Ao mesmo tempo, será dada prioridade aos transportes públicos em algumas zonas da cidade.
As mudanças na circulação automóvel vão também alterar alguns dos percursos de quem se desloca para a Praça da República ou para o Mercado D. Pedro V. A recomendação da Câmara é que sejam utilizadas vias alternativas e ferramentas de navegação como o Waze ou o Google Maps, sobretudo nesta fase inicial de adaptação. A autarquia garante ainda que a nova circulação será monitorizada e que as soluções poderão ser ajustadas em função da experiência dos cidadãos. Porque uma rede de transportes pode ser desenhada num mapa. Mas é na rua que se percebe se funciona.
Segundo Eduardo Barata, presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), as alterações abrangem cerca de 14% das viagens realizadas na rede dos SMTUC. Há também uma mudança que poderá ter impacto diretamente na carteira de alguns passageiros. Até ao final de setembro, os utilizadores dos SMTUC podem circular no Metrobus sem custos acrescidos. A partir de 1 de outubro, quem utiliza apenas o passe dos SMTUC e precisar de recorrer também ao Metrobus poderá ter de optar pelo passe intermodal, com um custo superior.
Ao mesmo tempo que a rede dos SMTUC é reformulada, a oferta do Metrobus será reforçada. Nos dias úteis, estão previstas 452 circulações diárias, contra as atuais 291 — um aumento de cerca de 55%. Em hora de ponta, as partidas do Metrobus a partir de Coimbra-B terão uma frequência de cinco minutos. É o que garante Leonel Serra, presidente do Conselho de Administração da Metro Mondego.

