AUTOR: Isabel Simões

DATA: 21.02.2026

DURAÇÃO: ...

Foi apresentada na reunião de Câmara da última quarta-feira, dia 18 de fevereiro, uma proposta de suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) de Coimbra, com caráter temporário (2 anos, prorrogável por mais 1), enquanto decorre a revisão formal do plano. No Programa de hoje vamos passar uma parte da discussão que se verificou na reunião de Câmara.

A equipa que governa a Câmara Municipal, liderada pela presidente Ana Abrunhosa, argumenta que a suspensão do Plano Diretor Municipal tem como objetivos:

  1. Revitalizar as frentes ribeirinhas entre a Ponte de Santa Clara e a zona do Açude, permitindo maior flexibilidade urbanística.
  2. Promover habitação pública e acessível, especialmente nas zonas próximas do traçado do Metro Mondego, eliminando limites de pisos e permitindo aumento de até 30% na área de construção quando destinada a habitação a custos controlados.
  3. Rever as regras de estacionamento, consideradas excessivas e desajustadas à nova realidade de mobilidade, simplificando processos e reduzindo exigências.

Devemos referir que a proposta surge num cenário de:

  • Pressão no mercado habitacional;
  • Entrada em funcionamento do sistema de MetroBus;
  • Necessidade de densificar áreas já infraestruturadas, evitando dispersão urbana.

O executivo acrescenta que:

  • O atual PDM não responde à realidade;
  • Muitas exceções (sobretudo relativas ao estacionamento) tornaram-se regra;
  • A revisão do PDM está atrasada e ainda numa fase inicial, pelo que a suspensão é vista como solução transitória.

Já os vereadores da oposição votaram contra, defendendo que:

  • A proposta equivale, na prática, a uma revisão profunda do PDM, mas sem discussão pública adequada;
  • Há riscos ambientais, sobretudo quanto à impermeabilização do solo em zonas ribeirinhas;
  • A redução das exigências de estacionamento pode aumentar pressão sobre o espaço público;
  • Falta fundamentação técnica e avaliação de impacto suficientes.

A proposta foi aprovada, com votos contra da oposição, seguindo agora para parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a apreciação pela Assembleia Municipal.

Nota: A discussão não passou na íntegra em antena pelo que num próximo programa vamos voltar ao tema. Por ser uma discussão  importante colocámos a discussão por inteiro no site.