AUTOR: Isabel Simões

DATA: 19.02.2026

DURAÇÃO: ...

Extensão do Festival Cine Eco no Teatro Académico de Gil Vicente

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) acolhe uma extensão da 31.ª edição do Festival Cine Eco, festival internacional de cinema ambiental que decorreu originalmente em outubro, em Seia.

A programadora de cinema do TAGV, Luísa Lopes, explicou no programa Culturama que esta extensão mantém a tradição de trazer a Coimbra uma seleção diversificada de filmes ambientais — documentários, animação e obras de ficção — pensados para públicos distintos e com múltiplas abordagens temáticas.

A programação inclui mais de dez filmes, organizados em sessões que cruzam:

  • problemáticas ambientais locais e globais;

  • questões sociais e territoriais;

  • vida urbana e mundo rural;

  • conservação da natureza e impactos das alterações climáticas.


Vida Selvagem e Comunidade Académica

A sessão de abertura, intitulada “Vida Selvagem”, dirige-se especialmente às escolas do ensino secundário e superior, envolvendo entidades como a Escola Superior Agrária de Coimbra e o Centro de Ecologia Funcional.

Entre os filmes apresentados destaca-se:

  • Uma Última Gota, com a atriz Carla Chambel, que reflete sobre a relação humana com a água;

  • Côa Mais Selvagem, do realizador e fotógrafo João Cosme, dedicado à natureza e biodiversidade do vale do Côa.

Uma das novidades desta edição é a introdução de “padrinhos” e “madrinhas” para cada sessão — ativistas, investigadores, estudantes e membros de associações ambientais — que ajudam a promover os filmes e a dinamizar o debate. A iniciativa pretende reforçar a ligação entre cinema, academia e comunidade.


Conservação Marinha e Alterações Climáticas

A programação inclui ainda uma sessão dedicada à conservação marinha, com documentários sobre incubadoras de lagosta no Reino Unido e sobre o mar profundo, incluindo o filme do realizador português Nuno Alves de Lima, que explora zonas oceânicas onde a luz não chega, mas que já sofrem impactos da atividade humana.

O encerramento faz-se com a “Sessão Clima”, centrada no filme Clima e Terapia, que acompanha um grupo de sete cientistas a discutir as angústias associadas às alterações climáticas. A sessão contará com a participação de representantes da Ordem dos Psicólogos, ativistas climáticos e responsáveis políticos locais, promovendo um diálogo transversal entre ciência, sociedade civil e decisores.


Um Olhar Histórico: Cinema e Extinção

Um dos momentos simbólicos da programação é a exibição de um filme de 1910, considerado uma das primeiras obras da história do cinema a abordar a temática da extinção animal. A cópia restaurada estabelece uma ponte entre os primórdios do cinema e as urgências ambientais contemporâneas.


Aposta na Juventude e no Público Universitário

Tradicionalmente realizada em janeiro, a extensão do Cine Eco decorre este ano em fevereiro, numa tentativa de mobilizar mais estudantes universitários, já com o semestre iniciado. A adesão das escolas tem sido consistente ao longo dos anos, mas o desafio passa por atrair também o público em geral para as sessões noturnas.

Outro destaque importante: todas as sessões são de acesso gratuito, sendo apenas necessário levantar bilhete.

Nota: Texto escrito a partir da transcrição com ferramenta de IA com revisão e edição da editora