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Movimento Associativo Estudantil pede explicações a André Ventura. Dirigente acusa RUC de viés ideológico
O Movimento Associativo Estudantil (MAE) enviou, no dia 13 de outubro, uma carta endereçada a André Ventura, presidente do CHEGA. Isto surge depois da invasão das deputadas do partido, Rita Matias e Madalena Cordeiro, ao edifício-sede da Associação Académica de Coimbra (AAC).
José Machado, presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), revela que no dia do acontecimento, 12 de outubro, o Movimento Estudantil teve uma reunião que contou com a presença de vários presidentes de Associações e Federações Académicas. O objetivo é, segundo o presidente da DG/AAC, construir um posicionamento “inédito” face ao ocorrido.
José Machado garante que o MAE quer apurar responsabilidades políticas e considera o episódio um ataque à liberdade de imprensa. Para esclarecer a situação, os estudantes colocaram duas questões a André Ventura.
Em conferência de imprensa, em Lisboa, no dia 13 de outubro, André Ventura defende que o termo “invasão” usado pelos meios de comunicação social é “ridículo”. No entanto, foi essa a expressão usada pela deputada Rita Matias.
“A lei é o que é”, afirmou o presidente do CHEGA, antes de dizer que acredita que “a lei também não permite que um órgão de comunicação social exclua uma pessoa do Chega de entrar nas suas instalações”. Os membros do partido estão impedidos de entrar no edifício da AAC, onde a RUC está sediada, desde fevereiro deste ano. A decisão foi aprovada em Assembleia Magna, com a larga maioria dos estudantes a votar a favor. Jaime Nunes, autor do programa “Ampulheta”, esclareceu que, apesar do impedimento, o partido foi convidado a participar à distância.
Para José Machado, o acontecimento demonstra instabilidade na democracia portuguesa. O presidente da DG/AAC receia que o episódio abra um precedente para quebrar Lei da Rádio.
De acordo com o artigo 68º “Quem impedir ou perturbar a emissão de serviços de programas radiofónicos ou apreender ou danificar materiais necessários ao exercício da actividade de rádio, fora dos casos previstos na lei e com o intuito de atentar contra a liberdade de programação ou de informação, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dia.”.
José Machado garante que esta luta é comum, une Academias e transcende a política partidária. A carta é subscrita pelas associações académicas das universidades do Algarve, Aveiro, Beira Interior, Coimbra, Évora, Madeira, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, federações académicas de Lisboa e do Porto e Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico.
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