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Sarau Académico leva tradição para a Rua da Sofia
A Rua da Sofia transformou-se, esta quarta-feira, num palco para a música e a tradição académica. O Sarau Académico, integrado na Festa das Latas e Imposição de Insígnias, deixou este ano os Jardins da Associação Académica de Coimbra e ocupou a Baixa da cidade, numa mudança que procurou aproximar a cultura estudantil de toda a comunidade.
Francisca Monteiro, coordenadora adjunta da cultura e tradição Festa das Latas e Imposição das Insígnias, explica que a mudança de localização acompanha uma estratégia mais ampla de levar a cultura académica para fora das instalações da Associação.
A realização do Sarau na Rua da Sofia implicou uma articulação com a Câmara Municipal de Coimbra e permitiu também levar o evento diretamente para uma das zonas mais movimentadas da Baixa que, segundo a coordenadora, foi recebido de forma positiva por parte dos comerciantes da zona.
Para Francisca Monteiro a aproximação entre a Academia e a Cidade é uma das principais mais-valias desta nova localização do Sarau Académico.
Entre os grupos que passaram pelo evento esteve a Imperial Imperial Autónoma Académica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (TAFFUC). Tomás Lopes, estudante de Ciências Farmacêuticas, guitarrista e tenor da Tuna, bem como Diogo Catarola, também estudante de Ciências Farmacêuticas, responsável pelo carrão e pelo timbalão, expuseram em entrevista à RUC que iriam apresentar quatro temas originais.
O repertório incluiu referências à própria história da Tuna, às vivências académicas e à cidade de Coimbra.
Também a Tuna de Medicina participou nesta edição. Diogo Almeida, estudante do quarto ano de Medicina e pandeireta da Tuna, considera que levar a iniciativa para a Baixa pode contribuir para aproximar a cultura académica dos estudantes.
A Tuna de Medicina levou a palco “Coimbra dos Amores”, “Cantar de Estudante” e “Voar”, temas escolhidos para um momento que pretendeu, segundo o tuno, juntar música e tradição no contexto da Festa das Latas.
Para a organização, esta aproximação poderá não ser apenas pontual. Francisca Monteiro espera que esta experiência permita consolidar uma nova forma de levar a cultura académica para Coimbra.
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