![[object Object]](/cdn-cgi/image/width=1920,quality=75,format=auto,onerror=redirect/https://bucket.ruc.pt/wp-content/uploads/2026/09/23205218/Fe%CC%81rtil-em-Terras-A%CC%81ridas-%C2%A9-Eduardo-Klinsmann-scaled.jpg)
“Todos São Palco” regressa com programação alargada a 13 cidades
5.ª edição da bienal “Todos São Palco” alarga a programação a 15 instituições culturais, 14 das quais integram a Rede de Teatros e Cineteatros. Sob o lema “Amazónias Futura”, a iniciativa apresenta, em Coimbra, seis espetáculos e duas residências artísticas com criadores e companhias do Brasil, da Colômbia e do Peru, muitos deles distinguidos pelos seus trabalhos.
Convento São Francisco, Escola da Noite e Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), juntam-se ao Teatrão na organização da edição de 2026. A curadoria está a cargo de Jorge Louraço Figueira, docente da Universidade de Coimbra.
Isabel Craveiro, diretora artística do Teatrão, explica a escolha do tema desta edição.
Oficina Municipal do Teatro, recebe, esta quarta e quinta-feira, o espetáculo “Los Devoró la Selva”, de Eloísa Jaramillo e Mateo Mejía.
Também esta quarta-feira, o Exploratório Centro de Ciência Viva acolhe “Ponto Final, Ponto Seguido”, uma criação da artista brasileira Uýra, bióloga e habitante da cidade de Manaus.
O diretor do TAGV, Sílvio Santos, antecipa as características do espetáculo que sobe ao palco a 2 de outubro.
No Convento São Francisco é apresentado, amanhã, quinta-feira, “As Cores da América Latina”, de Panorando, companhia fundada em Manaus.
Um dia depois, na sexta-feira, o Teatro da Cerca de São Bernardo recebe “Des-Conocido”, pelo Grupo Cultural Yuyachkani, de Lima, no Peru.
Pedro Rodrigues, produtor da Escola da Noite, destaca a importância da colaboração entre as várias estruturas culturais da cidade.
A 1 de outubro, a Oficina Municipal do Teatro recebe “Fértil em Terras Áridas”. O espetáculo coloca em palco cinco bufões despedidos por falta de moral e civismo pelo alto clero.
Isabel Craveiro estabelece um paralelismo entre esta criação e o próximo espetáculo que o Teatrão estreia no final de novembro.
Para Margarida Mendes Silva, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, “Todos São Palco” constitui um exemplo daquilo que pode ser alcançado através da cooperação entre instituições culturais.
A “mostra de teatro além do Equador” inclui ainda oficinas e conversas com os artistas participantes, bem como um jantar temático dedicado à gastronomia da Amazónia.
Algumas das conversas decorrem no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e no Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, nos dias 24 de setembro, 1 e 8 de outubro.
A 5.ª edição do “Todos São Palco” procura, assim, aproximar Coimbra das criações contemporâneas da América Latina, através de uma programação que cruza teatro, performance, reflexão e encontro entre artistas e público.
A colaboração entre instituições não vai ficar por aqui. Este ano, pela primeira vez, o Teatrão é parceiro do Ciclo Afro-Portugal assim como a Câmara Municipal. A iniciativa do TAGV e da Escola da Noite conta com a colaboração da Cena Lusófona e da Casa da Esquina.
Fotografia: Fértil em Terras Áridas © Eduardo Klinsmann
PARTILHAR:


