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Manifestação na Inauguração do Metrobus foi “injusta”, defende Administração
Coimbra recebeu, no dia 15 de setembro, a inauguração oficial das novas linhas do Metrobus, numa cerimónia que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e do presidente da Metro Mondego. O momento foi marcado pela manifestação de dezenas de pessoas durante os discursos oficiais.
Com a presença de várias uniões de sindicatos, a concentração que se reuniu junto à estação de Coimbra-B proclamou palavras de ordem como “mobilidade é um direito, sem ela nada feito”.
O custo do passe Move-C
Entre as principais preocupações, estiveram o preço do passe Move-C e o fim da ligação ferroviária entre Coimbra-B e o centro da cidade. Ao som de “é caro, é caro, o passe intermodal”, os manifestantes questionaram: “o comboio trazia-nos até Coimbra porque temos agora de pagar?”. Luísa Silva, coordenadora da União dos Sindicatos de Coimbra, explica os motivos do protesto.
Confrontado com as críticas, o presidente do Conselho de Administração da Metro Mondego, Leonel Serra, adianta que há indicação de que a Comboios de Portugal (CP) irá integrar o novo sistema intermodal. Isto vai permitir aos passageiros chegar ao centro da cidade com um único título de viagem, à semelhança do que acontecia antes do encerramento da Estação Nova.
Quanto aos preços, Leonel Serra defendeu que “os transportes nunca foram tão baratos” e sublinhou a gratuitidade do passe para jovens até aos 23 anos. O período alarga-se mais um ano para os alunos de ciclos integrados, como Medicina ou Ciências Farmacêuticas.
Os transbordos e a chegada do inverno
A reorganização da rede de mobilidade baseia-se num “sistema de complementaridade” que provocou alterações em mais de 20 linhas dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). Na prática, o novo modelo exige transbordos em vários trajetos, o que levou os manifestantes a reivindicar «horários ajustados aos outros meios de transporte».
É o caso de quem pretende chegar aos Hospitais da Universidade através do Metrobus que, até à conclusão da linha do hospital, é forçado a trocar para a rede dos SMTUC para chegar ao destino.
Quando questionado sobre a necessidade de transbordos “a céu aberto”, em particular durante os meses de inverno, e sobre a falta de lugares sentados nas paragens, Leonel Serra garantiu que, com frequências de cinco em cinco minutos nas horas de ponta, os passageiros “vão passar ali pouco tempo”.
Após a conclusão da linha, prevista para o primeiro trimestre de 2027, será possível chegar diretamente ao hospital a partir de três pontos: Serpins, Vale das Flores e Coimbra-B.
Reação aos protestos
Quanto ao protesto que marcou a inauguração, o presidente da Metro Mondego considerou que a manifestação foi “extremamente injusta” e motivada por “guerras políticas” alheias ao alargamento da operação do Metrobus.
Na cerimónia também esteve presente a Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, e Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC).
Entre os discursos oficiais e o descontentamento dos manifestantes, a cidade continua agora o processo de adaptação ao novo sistema de mobilidade.
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