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“Cultura é um Ato Político”: Amnistia Internacional debate direitos humanos em Coimbra
A Amnistia Internacional de Coimbra promoveu, entre os dias 9 e 12 de setembro, a primeira edição do encontro “Cultura é um Ato Político”. Durante os quatro dias, a iniciativa reuniu conversas, oficinas, webinars e intervenções artísticas com o objetivo de discutir a relação entre cultura, arte e direitos humanos.
A proposta surgiu no seio do grupo local da Amnistia Internacional de Coimbra e foi acolhida pelos restantes ativistas. Segundo Giovanna Cutrim Bez Batti, coordenadora do grupo local, a ideia partiu de uma das integrantes, Marianna França, jornalista da revista brasileira “Traços”, dedicada às áreas da cultura e do jornalismo. Trata-se da primeira iniciativa deste género organizada pelo grupo e a preparação estendeu-se ao longo de vários meses.
O encontro procurou abordar a relação entre cultura e direitos humanos através de diferentes áreas de intervenção. O programa incluiu uma mesa temática sobre cultura e direitos humanos, uma conversa sobre espaços de resistência em Coimbra, uma sessão dedicada à relação entre jornalismo e cultura e um percurso por algumas repúblicas da cidade. Houve ainda oficinas de escrita, design de resistência, um workshop de dança inclusiva e um concerto da Orquestra Clássica do Centro.
A diversidade de formatos e de participantes foi, segundo Giovanna Bez Batti, uma das características fundamentais da iniciativa. Para a coordenadora, a presença de diferentes intervenientes permitiu acrescentar experiências e perspetivas distintas à discussão.
A iniciativa contou também com participantes brasileiros, numa dimensão internacional que, de acordo com a coordenadora, permitiu aproximar experiências distintas sobre cultura e direitos humanos. A organização procurou ainda explorar aquilo que Coimbra e as realidades brasileiras têm em comum e aquilo que as diferencia.
A cultura enquanto instrumento de transformação social foi outro dos temas centrais do encontro. Giovanna Bez Batti defende que a cultura influencia a forma como as pessoas veem o mundo e pode contribuir para desenvolver empatia e melhorar a coesão social, sobretudo num contexto que considera marcado pela polarização.
Para a coordenadora, a cultura pode contribuir para uma sociedade mais justa e democrática. A principal mensagem que a organização procurou deixar após os quatro dias de programação foi a de que a defesa dos direitos humanos pode assumir variadas formas, incluindo através da arte. Giovanna Bez Batti sublinha ainda que o acesso à cultura constitui, também, um direito humano.
A RUC acompanhou a iniciativa e moderou uma das conversas do programa, dedicada à relação entre jornalismo e cultura.
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