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Estudo sobre habitação preocupa DG/AAC
A Associação Académica de Coimbra (AAC) apresentou uma investigação referente ao alojamento universitário. O relatório foi motivo de alerta e preocupação por parte dos dirigentes da AAC.
A investigação tem como objetivo perceber se a cidade tem condições para acompanhar o crescimento do ensino superior. José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC), coloca a crise da habitação como a principal barreira no ensino. A redução da oferta de quartos e o agravar das condições socioeconómicas do país são alguns dos pontos em destaque.
Com cerca de 1100 respostas, o estudo levado a cabo pelos dirigentes da AAC demonstra que 60% dos inquiridos pagam 300€ ou mais por mês para ter um quarto em Coimbra. Cerca de 32% indica recorrer ao alojamento informal, sem enquadramento ou proteção legal ou fiscal. Perto de 70% dos estudantes indica gastar mais de 30% do orçamento mensal em alojamento. E 30%, já ponderou desistir do ensino superior devido aos custos associados à frequência no mesmo.
Em conferência, José Machado, alega que a solução passa por aumentar a oferta pública de camas e construir residências. A implementação de um contrato estudantil e uma plataforma pública relacionada com o alojamento são algumas das recomendações dirigidas ao governo pelos academistas.
António Lopes, vice-presidente da Direção-Geral da AAC (DG-AAC), reforça que o estudo em causa tem em vista 5 anos de análise de dados do governo e da União Europeia para facilitar o enquadramento de Coimbra no panorama global.
O dirigente destaca ainda o aumento de 50% do preço médio dos quartos, que passaram de 188€ em janeiro de 2021 para 280€ em junho de 2025.
Em conferência, José Machado, aponta ainda para as fragilidades do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES).
José Machado, reforça a necessidade de haver uma habitação que reúna as condições de segurança necessárias para o sucesso académico.
António Lopes faz ainda uma reflexão sobre os valores apresentados e o impacto no mercado de trabalho. O academista reflete que o custo elevado da habitação está a obrigar mais estudantes a trabalhar durante o período letivo e que, entre os que trabalham por necessidade financeira, 64% já ponderaram abandonar os estudos.
Num período final, foram ainda levantadas questões acerca do estudo em causa. Os membros da Direção-Geral da AAC (DG-AAC) apontaram para a necessidade não só de reconhecer a afluência do mercado informal como a necessidade de o combater com o enquadramento legal. José Machado, no seguimento de uma pergunta, reforça a necessidade de divulgar aos novos estudantes o cenário atual da habitação em Coimbra, através de ferramentas como o Certificado de Habitabilidade.
A apresentação oficial do relatório decorreu dia 25 de agosto, no Auditório Híbrido da antiga Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) .
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