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22.07.2026POR Jaime Nunes

Autarquia revoga apoio aprovado de 15 mil euros após críticas da oposição

O financiamento destinado à associação Maré Dialética, fundada há três meses, tinha sido aprovado na reunião ordinária da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), duas horas depois foi revogado.

A associação cultural, criada em abril de 2026, procura apoiar famílias, crianças, comunidades migrantes e grupos vulneráveis. Na segunda-feira, dia 20 de julho, após ser apresentado no ponto IV, número 7, da Ordem de Trabalhos, o protocolo de apoio do projeto “Curadoria do Brincar – Arte, Bem-Estar e Intervenção Comunitária” foi revogado  após proposta de Ana Abrunhosa, presidente da CMC. 

Em primeira instância, o apoio foi aprovado com os votos a favor da coligação Avançar Coimbra e contra do Juntos Somos Coimbra. 

Ana Cortez Vaz, pelo Juntos Somos Coimbra, reconheceu o valor do projeto, mas alertou o executivo para a falta de documentação e plano orçamental detalhado, impedindo uma análise fundamentada por parte da autarquia. 

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Em comunicado, enviado à Agência LUSA, o PSD de Coimbra alertou ainda para o envolvimento político da diretora da associação, Élia Ramalho, com a coligação Avançar Coimbra. A conimbricense, também fundadora do Atelier A Fábrica, sede do projeto na baixa citadina, integrou a comissão de honra da coligação Avançar Coimbra. A dúvida também foi levantada nos Paços do Concelho pelo vereador João Francisco Campos. 

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Sem resposta direta da coligação Avançar Coimbra, o apoio foi aprovado pelos mesmos deputados, com votos contra dos vereadores Ana Bastos, João Francisco Campos, Ana Cortez Vaz, Celso Monteiro e Margarida Pocinho. 

Duas horas depois, por sugestão da equipa técnica da autarquia que acompanhava a reunião camarária à distância, Ana Abrunhosa propôs a revogação da deliberação.

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Por unanimidade, a deliberação foi revogada e vai ser reanalisada numa próxima reunião camarária, com mais documentação para análise.

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