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Música eletrónica afirma-se nas ruas de Coimbra
O Teatrão recebe, nos próximos dias 17 e 18 de julho, a segunda edição do festival CIGA Festa. O evento organizado pela associação CIGA239 promove a vertente alternativa da música eletrónica, menos comercializada nos espaços da cidade.
O festival CIGA Festa apresenta a segunda edição, dois anos depois da estreia em março de 2024, no mercado municipal D.Pedro V. Na estreia, o evento de música eletrónica contou com a participação de artistas como VHOOR e Silvestre.
O espetáculo decorre na Sala Grande do Teatrão, entre as 23h00 e as 4h00. A festa conta ainda com a colaboração da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), da Casa das Artes Bissaya Barreto e da RUC.
António Ramires, vice-presidente da CIGA239 destaca a aprendizagem e a nova dinâmica na organização do evento. Entre as novidades da nova edição está o espaço, uma vez que a Oficina Municipal do Teatro (OMT) passa a ser sede do evento.
A CIGA239 é uma associação cultural que tem como principal objetivo a promoção e criação de música eletrónica e experimental numa comunidade unificada pelo gosto ao género musical. Criada na pandemia, a CIGA239 procura operar como um polo de uma comunidade em crescimento na cidade de Coimbra. A numeração no nome representa o indicativo telefónico da cidade.
António Ramires sublinha que o grupo procura dar voz aos criadores e ouvintes de música eletrónica da cidade.
O Festival CIGA Festa conta com a participação de artistas de várias origens. Entre os participantes, estão os DJ ‘s convidados pela CIGA239: Holândes, artista oriundo de Pernambuco, DJ Doraemon, de origem cabo-verbiana, Saya, de origem palestiniana e ainda Lake Haze e Violet, ambos portugueses.
O evento conta ainda com a participação dos DJ ‘s membros da CIGA239. António Ramires, que participa no evento sob o nome artístico “Caucenus”, entende a música eletrónica como um género musical democrático e aponta para a diversificação de estilos como algo que a associação pretende transmitir.
O vice-presidente e fundador da associação cultural reconhece ainda a impossibilidade de retirar Coimbra do panorama da organização. António Ramires destaca o trabalho realizado por entidades como a Casa de Artes Bissaya Barreto e a RUC e de personalidades como Afonso Macedo e David Rodrigues na “fertilização do solo onde está plantada a comunidade de música eletrónica na cidade”.
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