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Direção-Geral da AAC não vai lucrar nas próximas duas edições da Queima das Fitas
A decisão procura equilibrar a dívida acumulada da DG/AAC que ronda agora meio milhão de euros. O último trimestre permitiu reduzir valores pendentes em cerca de 300 mil euros.
José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), fez a análise do segundo relatório trimestral do mandato da DG/AAC. O documento foi apresentado a 30 de junho na Reunião Geral de alunos, que deveria ter sido uma Assembleia Magna. O documento de 12 páginas faz um balanço das atividades da DG/AAC entre março e junho de 2026.
No setor financeiro, ao longo do último trimestre, foram liquidados 124 mil euros da dívida acumulada de pendentes internos, externos e para com a Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF). No entanto, José Machado acrescenta que foi “ajustado” quase o dobro do valor, após diálogo com múltiplas entidades.
Enquanto em fevereiro o valor se situava entre os 740 mil e os 800 mil euros, como apresentado na Assembleia Magna de 25 de fevereiro de 2026, o valor da dívida ronda agora os 500 mil euros. O dirigente avança que, para com Núcleos, Secções e Estruturas Intermédias, falta saldar dívidas pendentes entre 40 a 50 mil euros.
José Machado acrescenta que, para com várias estruturas externas à AAC, o valor ronda os 450 mil euros. No entanto, o academista realça que o montante está distribuído por várias entidades, e que a dívida com cada uma delas não é expressiva.
À RUC, o estudante revela ainda que, nas próximas duas edições, a DG/AAC não vai receber qualquer valor do lucro da Queima das Fitas. O objetivo é “abater” a dívida acumulada para com a COQF, acrescenta o dirigente.
O presidente avança ainda que a DG/AAC “não vai ficar parada nos meses de verão”. Entre os próximos objetivos está o planeamento da Festa das Latas e Imposição das Insígnias. A comemoração vai manter-se mesmo após o saldo negativo de quase 50 mil euros da última edição e de múltiplas críticas à organização por parte de estruturas da Academia.
José Machado garante que vai ser uma edição “diferente”, focada em garantir um saldo positivo. Uma das novidades é um regulamento novo, que apesar de não ter sido votado em Magna por falta de quórum, procura garantir que a Festa das Latas representa toda a Academia, criando um novo Conselho Consultivo na organização do evento.
O documento vai voltar a ser levado à Ordem de Trabalhos da próxima Assembleia de Estudantes. A Festa das Latas e Imposição das Insígnias está assim confirmada e vai ser gerida por Matilde Vaz, administradora da DG/AAC, como previsto nos estatutos da AAC.
A Comissão Organizadora da Festa das Latas (COFL) deveria ter tomado posse até ao final de junho. No entanto, após parecer do Conselho Fiscal da AAC, a tomada de posse deve ser feita durante o mês de julho.
O segundo relatório trimestral descreve também as atividades levadas a cabo pela DG/AAC e dá destaque ao setor desportivo. As Secções Desportivas da Académica conquistaram nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU) 18 medalhas de ouro, 16 de prata e 11 de bronze.
José Machado faz uma leitura otimista dos resultados e realça que, desde que há registo, “nunca foram tão positivos”.
O relatório prevê ainda que, de forma inédita, a Direção-Geral consiga concluir o mandato com cerca de 85% do plano de atividades proposto concluído.
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